27/08/2009

II Festival de Cinema do Chile

ProChile, um escritório que linca relações econômicas entre o Brasil e o Chile, traz até São Paulo o II Festival de Cinema Chileno.


"La Buena Vida", de Andrés Wood

Em um ardente fervor do crescimento do cinema na América Latina o Chile, segue com autenticidade e produções alegres e criativas como "La Buena Vida”, de Andrés Wood e "Malta com Huevo" de Cristóbal Valderrama Blanco.



"Malta con Huevo" de Cristóbal Valderrama Blanco

Malta com Huevo conta com personagens fantásticos como:

"Vladimir, um escultor simpático, mas desocupado e aproveitador, acredita que viaja através do tempo. Vai dormir no dia da mudança e acorda, depois de duas semanas, ao lado da noiva do amigo."

Nessa euforia o cinema chileno caminha com destaque em uma safra de novas produções em um país que investe no cinema, servindo de exemplo como fomentador da sétima arte.






Serviço:

Onde: Reserva Cultural
Endereço: Av. Paulista, 900
(prédio da Fundação Cásper Líbero – entre as estações Brigadeiro e Trianon-Masp do metrô)

Quando:
De 27 de agosto a 03 de setembro
Mais Informações: (11) 3287-3529

Bilheteria aberta:
12h30 às 22h
Início do Filme: 21h30
Preço: R$ 15,00
Vendas pela internet: www.ingresso.com.br

Acesso a deficientes.
Ar Condicionado.
Som Digital.

Mais Informações:II Festival de Cinema do Chile

25/08/2009

Cinema Moderno

Ensaio Por Roberto Moura (Revista Moviola)
Publicado em 12 de Maio de 2009



“Porra Monteiro, pra se entender de cinema no Brasil tem que se entender de Motion Pictures”,
Glauber Rocha
1


Nessa procura do cinema moderno esse texto, que nessa primeira parte fala do mercado cinematográfico internacional do pós guerra, numa segunda parte repensa o neo-realismo e as transformações no cinema norte-americano, na terceira revisa a nouvelle-vague, a partir de um Truffaut implacável no Cahier du Cinema e de seu conflito com Godard, a quarta parte tem como tema a renovação da linguagem cinematográfica, a quinta relata as experiências de Fellini e Godard com grandes produtores, e a sexta aborda a Nova Roliúde e procura revisar e propor idéias.


PARTE I

VISLUMBRANDO UM CINEMA MODERNO

Fica difusa na memória do passado recente do cinema um conceito de “cinema moderno”, flagrando um determinado “cinema de arte” europeu que vem imediatamente depois do neo-realismo e a nouvelle-vague no novo cenário cinematográfico que esses movimentos criam e de que são resultado: a cinefilia culta de plateias jovens precocemente amadurecidas pela guerra, cinematecas, cineclubismo, revistas especializadas, festivais de cinema. Assim, o conceito remete a filmes, não mais de baixo custo e de exibição confidencial, mas produzidos com altos orçamentos e distribuídos internacionalmente com enorme sucesso no mercado exibidor de primeira linha, garantidos pela notoriedade de um grupo de realizadores que se notabilizara naqueles anos 1960. Filmes que saciariam um número considerável de espectadores formados pelos cinemas novos, artísticos e militantes, que surgem na Europa e na América Latina, que embora efêmeros, haviam deixado numa fatia nada desprezível do público – não mais uma pequena vanguarda de santos e heróis – uma marca definitiva de sua passagem. Uma safra cinematográfica que teria enorme importância particularmente no Brasil, uma vez que chega a nosso circuito no momento em que aqui era pulverizada pela repressão desencadeada pelo Ato Institucional nº 5 a cadeia nacional de cineclubes, onde, juntamente com a pequena rede de “cinemas de arte”, eram mostrados os filmes que se diferenciavam do “cinemão”2.continue lendo

22/08/2009

Tarantino seleciona 20 Melhores Filmes desde 92!

Tarantino cria lista com os 20 Melhores Filmes desde 1992
por Adriano Martins - Cinemando




O cineasta Quentin Tarantino, criou uma lista com os seus 20 Filmes Preferidos, desde 1992, ano no qual se tornou Diretor, com o longa "Cães de Aluguel".

Confesso que ri com a lista, apesar de ter gostado. Ela vai de "Dogville" à "Filme do Jackie Chan", e ressalta a grande influência do Diretor no Cinema Oriental. Abaixo vídeo e lista completa.




Lista Completa:

1.Batalha Real (Battle Royale) - (2000)
Direção: Kinji Fukasaku

2.Igual a Tudo na Vida (Anything Else) - (2003)
Direção: Woody Allen

3.Audition (Ôdishon) - (1999)
Direção: Takashi Miike

4.The Blade - A Lenda (The Blade) - (1995)
Direção: Hark Tsui

5.Boogie Nights - Prazer Sem Limites (Boogie Nights) - (1997)
Direção: Paul Thomas Anderson

6.Jovens, Loucos e Rebeldes (Dazed and Confused) - (1993)
Direção: Richard Linklater

7.Dogville - (2003)
Direção:Lars von Trier

8.Clube da Luta (Fight Club) - (1999)
Direção: David Fincher

9.Sexta-Feira em Apuros (Friday) - (1995)
Direção: F. Gary Gray

10.O Hospedeiro (The Host) - (2006)
Direção: Joon-ho Bong

11.O Informante (The Insider) - (1999)
Direção: Michael Mann

12.Zona de Risco (Joint Security Area) - (2000)
Direção: Chan-wook Park

13.Encontros e Desencontros (Lost in Translation) - (2003)
Direção: Sofia Coppola

14.Matrix (The Matrix) - (1999)
Direção: Andy Wachowski e Larry Wachowski

15.Memórias de um Assassino (Memories of Murder) - (2003)
Direção: Joon-ho Bong

16.Super Cop (Police Story 3 – Super Cop) - (1992)
Direção: Stanley Tong

17.Todo Mundo Quase Morto (Shaun of the Dead) - (2004)
Direção: Edgar Wright

18.Velocidade Máxima (Speed) - (1994)
Direção: Jan de Bont

19.Team America: Detonando o Mundo (Team America: World Police) - (2004)
Direção: Trey Parker

20.Corpo Fechado (Unbreakable) - (2000)
Direção: M. Night Shyamalan


Via Cinemando

20/08/2009

Sai a lista dos selecionados para o Prêmio Jabuti!



Nesta quinta (20)saiu a lista dos selecionados no Prêmio Jabuti 2009 em várias categorias desde Melhores Capas, Melhores Poesias a Melhores Biografias, Melhor Infantil e mais.
O resultado sai em Setembro, juntamente com os prêmios de "Livro do Ano Ficção" e "Livro do Ano Não-Ficção".


Eis abaixo lista com os finalista na Categoria Romance:


.Flores Azuis (Schwarcz), de Carola Saavedra
.Cordilheira (Schwarcz), de Daniel Galera
.Orfãos do Eldorado (Schwarcz), de Milton Hatoum

.Galiléia (Objetiva), de Ronaldo Correia de Brito

.Satolep (Cosac Naify), de Vitor Ramil

.Manual da Paixão Solitária (Schwarcz), de Moacyr Scliar

.A Parede no Escuro (Record), de Altair Martins
.O Livro Dos Nomes (Schwarcz), de Maria Esther Maciel
.Um Livro Em Fuga (Record), de Edgard Telles Ribeiro

.Heranças (Rocco), de Silviano Santiago




Destaque para os jovens Daniel Galera com sua prosa voraz e instigante e a chilena naturalizada brasileira Carola Saavedra com seu estilo sensual e femenino.

13/08/2009

Bolhufas#2!!A saga continua!!

Bolhufas - Programa # 2 - pt.1 from cinemaletra on Vimeo.

Bolhufas está de volta!Na edição número 2 os apresentadores Giovanni Lucas e Raphael Torrezan, vão dar dicas de livros como o lançamento de Wil Self, filmes como 'Lóki-Arnaldo Baptista' e mais...

O Bolhufas número 2 foi dividido em duas partes, nesta parte primeira você confere a crítica das cinco bandas selecionadas por Beto Bruno, vocalista da Cachorro Grande, em matéria para Rolling Stones, intitulada 'Explosão Roqueira'.


Confira também o Bolhufas#1

07/07/2009

Bolhufas - Programa # 1



Bolhufas - Programa # 1 from cinemaletra on Vimeo.

uhuuu!!

Um programa piloto com apresentação de Giovanni Lucas e Raphael Torrezan. Neste primeiro programa, vamos falar sobre bandas como Artic Monkeys e Rockz, indicações de sites e de livros, sorteio de uma camiseta exclusiva e também a receita do delicioso "Amendoim de Pijama", confira! Estamos no twitter: @cinemaletra

Confira também o Bolhufas#2

02/07/2009

Michael Jackson vira quadro da Renascença!



Sim!
Ele se foi o ícone pop nos deixou recentemente, tragicamente!O site clássico em Photoshop
Worth 1000 , aproveitou o momento e adaptou vários quadros da época da Renascença as faces de celebridades dentre elas Michael Jacskon, Doutor House, Jennifer Aniston e mais. Confira aqui.

22/06/2009

Cinemaletra no Wordpress!



Agora Cinemaletra também no Wordpress .
Mas as coisas irão continuar por aqui também!

Confira o visual:
http://cinemaletra.wordpress.com/

E as mudanças não param por aí!
Siga-nos no twitter para mais:
http://twitter.com/cinemaletra

A Atitude Cristã e a Pós-modernidade!

capa Época-semana 14/jun

O maior desafio da igreja cristã em cada geração é se fazer entendida pelas pessoas de sua própria época. Esse fato é importante, pois nunca vamos conseguir falar de qualquer assunto, se não nos comunicarmos na linguagem cultural de nossa sociedade. Então, devemos ter o trabalho de pesquisar e entender o que se chama o “espírito da época”, ou as maneiras de pensar do homem atual, para que a mensagem chegue ao coração das pessoas.

Mas que tempo é esse que vivemos que temos que discernir o que devemos utilizar para a expansão do reino de Deus e também nos prevenir? De uma maneira geral, os filósofos o chamam de Idade Pós-moderna. Esse nome não quer dizer muita coisa, mas é justamente essa indefinição que caracteriza a pós-modernidade. A pós-modernidade é uma espécie de reação não planejada à modernidade ou e era moderna. A modernidade é caracterizada por alguns sonhos bem específicos.

Primeiro a modernidade entronizava a razão como o principal meio de se obter conhecimento e tomar decisões, segundo ela rejeitava todo tipo de religião ou doutrina que tinha contato com algum ser transcendente que pudesse se revelar ao ser humano. Terceiro ela estabelecia as ciências naturais como o meio de aperfeiçoamento da humanidade. Isto quer dizer que através do domínio da natureza pelas leis naturais, a erradicação das doenças e a conseqüente eternização do homem, pela automatização do trabalho que faria o homem trabalhar muito menos e a erradicação do mal através de um mundo perfeito onde ninguém iria querer roubar ou matar seu semelhante, pois todos gozariam de um grande bem estar e felicidade eterna, o homem conseguiria construir o seu paraíso sem a apelar para a inadequação da religião.continua

fonte:Jocum-DF

Documentário sobre redes sociais!

"Us Now"

“Us Now” é um documentário sobre as redes sociais online,
suas ferramentas e importância no mundo real aqui.

fonte:URBe

28/05/2009

Dissemine idéias, construa o futuro




O selo do Planeta Sustentável é uma ferramenta que divulga atitudes essenciais para quem quer agir no presente com os olhos no futuro. Para contribuir com essa ação, você pode divulgá-lo no seu blog - e ele será automaticamente atualizado com novas idéias sobre sustentabilidade.mais

fonte:Planeta Sustentável

19/05/2009

+musician:



Repeat: “Slow Hands (Interpol Cover)”, Zee Avi
por Tomás Pinheiro

Nascida em Bornéu, e agora baseada em Kuala Lumpur, Malásia, a cantora de 23 anos Zee Avi, é a primeira mulher no portfólio da Brushfire Records (Jack Johnson, Matt Costa) e Monotone (compania de Ian Monotone, empresário do White Stripes, The Shins, Raconteurs e Vampire Weekend) Descoberta pelo baterista Patrick Keeler do Raconteurs, que mostrou um vídeo dela a Ian Monotone, Zee então foi colocada imediatamente em um avião para começar a gravar seu primeiro álbum, que sai em Maio. Mas a gravadora carinhosamente disponibizou uma primeira música. Um cover brilhante da “Slow Hands” do Interpol.mais

fonte:Bloody Pop

18/05/2009

Banda setentista vigorosa:

The funniest Band Ever!
por Tamara Dumke


Não é a toa que Steve Jobs escolheu como trilha de seu novo comercial para o Ipod Touch o The Asteroids Galaxy Tour. A dupla reflete todo o bom momento que a Apple está atravessando.

Estes dinamarqueses sabem como levar seu som com “balanço” traçando um estilo musical com os dois pés nos anos 70.mais




Tamara Dumke escreve no Chongas toda terça-feira na coluna Musicorama.

fonte:Chongas

29/04/2009

filme:Sinédoque, Nova York de Charlie Kaufman





Uma obra de arte pra quem gosta de cinema!


Essa seria minha melhor definição pra novidade belíssima de Charlie Kaufman, agora na direção, o roteirista que ganhou luz após roteiros como "Adaptação" e Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças", é na minha opinião o mais genial e criativo roteirista da atualidade.

Sempre admirei a capacidade que o ser humano tem de criar, e neste filme é possível se deparar como a mente de um artista cinematográfico vai além.


Philip Seymour Hoffman com Charlie Kaufman em cena

Aceitando a indicação do grande Panga da Laser Express quando me emprestou o filme com os dizeres de "assista e não me pergunte nada", pude me deliciar com as cenas dessa "obra de arte" sem exageros, pois o que vejo no filme é uma obra autoral fantástica, original em que Kaufman desperta todo seu poder de criação embarcando em um mundo real, porém com lógicas inexplicáveis que fazem parte ao meu ver do conceito da criação.



Hazel (Samantha Morton) e Caden (Philip Seymour Hoffman)

Para assistir um filme como Sinedóque, Nova York, você tem que ter gosto pelo cinema e atenção aos detalhes, ao mesmo tempo ter a paciência de não querer digerir tão rápido o mundo de Caden Cotard o teatrólogo interpretado pelo cativante Philip Seymour Hoffman. Hoffman mostra como diz a crítica que vou citar abaixo, que tem a habilidade rara de interpretar diferentes papéis com raro talento.

Se você está interessado em ver um filme de autor, diferente e talvez maluco, sente, relaxe e aproveite Sinédoque, Nova York, do contrário compre uma pipoca bem grande e vá até o cinema e como já disseram, "tente terminar o filme antes que acabe a pipoca".

Giovanni Lucas



+CRÍTICA
Sinédoque, Nova York de Charlie Kaufman
por Régis Trigo:



Caden Cotard interpretado por Philip Seymour Hoffman


"Um dos filmes mais ricos e originais do ano."
Desde meados da década de 1950, quando os críticos da Cahiers du Cinéma criaram a “teoria dos autores”, a mídia sempre esteve interessada na opinião de apenas uma das centenas de pessoas que participavam da realização de um filme: o diretor. Partindo da premissa de que o resultado final da obra representava a visão de mundo do cineasta, a opinião dos profissionais que vinham creditados antes da expressão “dirigido por”, era algo que podia ser perfeitamente descartado. Mesmo nomes importantes do teatro americano, como Tennessee Williams e David Mamet – só para ficarmos em dois exemplos – são relegados a um segundo plano se comparados aos diretores responsáveis pela filmagem de seus roteiros. Ou alguém tem dúvida que, de acordo com essa supervalorização dos cineastas, os verdadeiros autores de Uma Rua Chamada Pecado e Os Intocáveis são Elia Kazan e Brian de Palma?mais

fonte:Cine Players



+Charlie Kaufman e Philip Seymour Hoffman
falam de 'Sinédoque'
por Rodrigo Fonseca (Blog do Bonequinho-O Globo-Blogs)


Kaufman e Hoffman em Cannes-2008

(...)
De cabelos desgrenhados, jeitão introspectivo e tiques variados, Charlie Kaufman caminhava quase colado em Seymour Hoffman pelo centro de eventos do 61º Festival de Cannes, onde "Synecdoche" foi alvo de inflamados aplausos. Roteirista dos cultuados "Brilho eterno de uma mente sem lembranças" (2004), de Michel Gondry, "Adaptação" (2002) e "Quero ser John Malkovich" (1999), ambos de Spike Jonze, Kaufman ostenta fragilidade física, ao contràrio do astro que escalou como seu protagonista.



Perto dos abrutalhados seguranças da mostra francesa, Seymour Hoffman parecia um tampinha, mas em seu visual meio viking, de barba loura e cara amarrada, o ator, premiado com um Oscar por "Capote" (2005), intimida. Um bocado.



- Kaufman conseguiu ver todas as minhas nuanças. Em parte porque abra espaço para criarmos coletivamente. Ele é um sujeito com muito senso de humor – disse um casmurro Seymour Hoffman em Cannes, definindo o cineasta que, em "Sinédoque, Nova Iorque" arranca dele uma das melhores atuações de sua festejada carreira.



Graças à vigilia de Seymour Hoffman, nada simpàtico com caçadores de autògrafos, Kaufman pôde andar sossegado pela Croisette, sem medo da aproximação de jonalistas armados com uma frase fatal: "Não entendi seu filme. Pode me explicar?". A pergunta ecoou mesmo entre os que amaram o longa-metragem de estréia do roteirista.



- Eu trabalho com tramas cheias de ambiguidades. Explica-las seria uma tolice – disse Kaufman, em resposta a centenas de jornalistas confusos diante da trama. – Eu não sou bom em fazer comparações e associações com outros filmes que se assemelhem ao meu. Até porque, não sou um cinéfilo. Já vi comparações entre "Synecdoche" e "Oito e meio", de Fellini, mas não posso opiniar sobre essa analogia. Nunca vi "Oito e meio".



As semelhanças entre "Sinédoque, Nova Iorque" e o clàssico de Fellini de fato existem. E em vários planos. O mais superficial envolve as similaridades entre os personagens principais. Na obra-prima de Fellini, o cineasta Guido Anselmi (Marcello Mastroianni) amarga um bloqueio diante da realização de um novo longa. No filme de Kaufman, há um diretor de teatro, Caden Cotard (vivido por Seymour Hoffman) que se complica existencial e afetivamente durante a preparação de um ambicioso espetáculo.



- Sou atraído por algumas questões quando escrevo. Envelhecer, por exemplo, é uma delas. A rejeição também – disse Kaufman, antecipando a razão que leva Cotard ao colapso criativo.



fonte:Blog do Bonequinho





22/04/2009

Earth Day!!O que é!!!?Se ligue e ligue!!



Hoje dia 22 de abril!!Earth Day!!Saiba mais!!

Em um único dia, milhares de ligações. Todas sobre as mudanças climáticas. Para quem? Ninguém menos do que para os governadores de seus países, estados e cidades.


A idéia do Earth Day é que o mundo inteiro faça o mesmo no dia 22 de abril, ou seja, pegar o telefone e cobrar os governantes por uma moratória da queima de carvão, pelo uso de energias renováveis e por construções mais eficientes.

Diversos eventos voltados ao meio ambiente aconteceram nesse dia ao redor do mundo. Nova Iorque, Tokyo, Buenos Aires, Sydney e Barcelona são alguns dos exemplos de locais onde poderão ser vistos shows e outros eventos voltados ao Dia da Terra.

Por que no dia 22 de abril? Foi nesta data que o senador estadunidense Gaylord Nelson fundou, em 1970, a comemoração no país para que a discussão sobre o meio ambiente se tornasse algo nacional. Denis Hayes, então estudante da Harvard, foi chamado para organizar os eventos. Nesse ano, cerca de 20 milhões de pessoas participaram das atividades. Hoje, acredita-se que aproximadamente 500 milhões de cidadãos de todo o mundo fazem algo pelo meio ambiente nessa data.

A mesma organização que promove as celebrações desenvolveu também o Global Water Network, um site para conscientizar o público sobre os problemas com a água e para gerar fundos e patrocínios para projetos de tratamento desse recurso e de ampliação do saniamento básico. O dinheiro arrecado, então, é destinado para Ongs da América do Sul, África e Oriente Médio.

Não se esqueça: no dia 22 de abril, pegue o telefone, ligue para os seus representantes e cobre políticas que ajudem o meio ambiente.

fonte:SUPERINTERESSANTE

09/04/2009

Viral Cultural!!-Programa número 1


Viral Cultural - Pgm. 01 from viralcultural on Vimeo.


"viral cultural, o primeiro programa itinerante e virtual, que você encontra por aÍ nos melhores blogs da rede."

04/04/2009

Meu querido toy art!!







Os toy arts cinemaletra, são confeccionados todos com uma costura dedicada. Em feltro, linha média e enchimento que garantem maciez e qualidade aos bonecos.



Quando você leva um toy pra casa você leva a compania e alegria que é depositada na produção. Adquirir um toy é escolher um produto diferenciado, resultado de uma exclusiva dedicação artística, criação exclusiva de Giovanni Lucas.
"Quando inicie a criação dos bonecos, algo mais forte em mim me deu disposição para a criação dos bonecos."
A coleção dos toys cinemaletra está com um número significante e não para por aí!!





.MiniMe-Giovanni Lucas





Visite em:




Saiba mais sobre o que é um Toy Ar
t!



Toy art, designer toys, urban vinyl, etc, são vários termos que definem o conceito de "brinquedo de arte". É um brinquedo feito para não brincar, dirigido para pessoas com idade acima de 14 anos - especialmente adultos - e com o intuito de colecionismo e/ou decoração. O toy art é, em síntese, uma "tela" em 3 dimensões para artistas e designers expressarem sua arte. Toy Art é manifestação contemporânea que se apropria do brinquedo para mesclar design, moda e urbanidade.

Porém, na prática não são brinquedos. Brinquedos comuns costumam serem produzidos aos milhões e suas séries são constantemente relançadas d
evido ao sucesso. Um toy art sempre terá tiragem limitada, numerada ou assinada, e não será relançado - a não ser se for criada nova versão de grafismo. Brinquedos são para crianças brincarem (posteriormente, destruir ou passar adiante). Um toy art é para um adulto ou adolescente colecionar, guardar e cuidar. Quando tem algum membro articulável, serve apenas para mudar a pose na exibição. A temática de um brinquedo é geralmente infantil, baseada em bichinhos, personagens famosos, de desenhos animados ou super-heróis. Os temas de um toy art podem ser meigos, violentos, subversivos, políticos, cômicos, criativos ou de linguagem urbana, underground, erótica, satírica, etc. O intuito do toy art é, como qualquer obra de arte, causar alguma reação no observador. Bons exemplos: O palhaço do "Ronald McDonald´s" de Ron English e o "Mickey" de Keith Haring.

fonte:Wikipedia

O toy art mais famoso é o Munny!
Munny é um toy que pode ser customizado de infinitas maneiras.






04/01/2009

Um bello de um 2009!


Olá!
Primeiro de tudo desejo a todos que por aqui passam
um belo de um 2009 porvir!


Sabe como é...estava eu a zapear pela rede a procura de algo que me agrade e encontro, reencontro a 'Little Joy' banda que com o fim do Los Hermanos nasceu na união do próprio Rodrigo Amarante com Fabrizio Moretti e Binki Shapiro, que por sua vez é a namorada de Moretti.
O resultado você confere no myspace do grupo.Clique aqui.

E no videoclipe abaixo:


Uma sonoridade vigorosa diferente e estupenda, que chega a lembrar experimentação de um orgão com ritmos havaianos ou a energia de Amarante com a presença de Moretti somado a novidade da voz de Shapiro.

Sim,
Marcelo Camelo, teve seu mérito....mas enquanto o mesmo anda com suas tristes músicas ao lado da pequenosa-
talentosa-menor-de-idade



(no qual eu ainda não consigo aceitar nem recusar, por me parecer piegas demais!!), paralelamente Amarante anda com uma longa agenda de shows com a nata do rock´roll pós-moderno e de muito bom gosto!
E eu me pergunto, qual será o futuro do Los Hermanos!?Isso eu não sei, é lamentável o que aconteceu contigo senhorio Camelo, mas ando me divertindo muito com as bandas novas que estão por aí!Vida longa a Little Joy!

09/12/2008

Wow!E então eu me formei!

Me formei após entregar dois trabalhos
no qual me orgulho
muito!
Confesso que o curta-metragem é a
realização de um sonho!!


Cáp. 1-A Festa!



DIA 11 DE DEZEMBRO

9º JAGUARITICA - 19h30 - TEATRO UNIMEP
A mostra dos produtos desenvolvidos pelos
alunos do 8º semestre do Curso de RTV da UNIMEP.



Cáp. 2-Meu Filme!





TÍTULO: Viola - O Filme
PRODUÇÃO: Bonanza Filmes
Curta-metragem de 10 minutos, Gravado em Digital.

SINOPSE:
Lúcio, Flávio e Júlia, são três estudantes de jornalismo unidos por um amor incondicional que os fazem valer pela amizade e algo mais. Com o objetivo de conhecer e relatar um local diferente do lugar onde vivem os três vão até uma pequena cidade no interior paulista e passam por experiências novas que vão abrir as portas para que possam crescer e conhecer as diferenças, dificuldades e novidades da juventude.
Num misto de rock´n roll, solos de viola e sons ambientais, Bonanza Filmes convida você para uma nova viagem, de som e imagem.

FICHA TÉCNICA:
DIREÇÃO: LAURA CUNHA E GIOVANNI LUCAS
ROTEIRO: GIOVANNI LUCAS
PRODUÇÃO EXECUTIVA: MARY HELLEN DIAS E GIOVANNI LUCAS
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: MARIA JÚLIA CABEÇA E MARCELO PRADO
DIREÇÃO DE ARTE: MARIA JÚLIA CABEÇA, MARY HELLEN RODRIGUES E MARCELO PRADO
CÂMERA: FELIPE SANTUCCI, MARCELO PRADO E RICARDO HENRIQUE
DIREÇÃO DE CÂMERA: LAURA CUNHA
PRODUTOR DE ÁUDIO: GIOVANNI LUCAS E RICARDO HENRIQUE
DESIGN SONORO: GIOVANNI LUCAS
CASTING: GIOVANNI LUCAS E MARY HELLEN RODRIGUES
EDIÇÃO: GIOVANNI LUCAS
FIGURINO: MARY HELLEN RODRIGUES
DIREÇÃO DE ATORES: LAURA CUNHA E MARY HELLEN RODRIGUES


Cáp. 3-O Programa de Rádio!

TÍTULO:Violeza-A Beleza do Instrumento em Corpo de Mulher.
PRODUTORA: BONANZA FILMES

SINOPSE:
Em um documentário susinto e doce, com clareza e romantismo, você poderá descobrir os mistérios e história da Viola. E poderá ainda entrar em contato com o som e entender o quanto sua sonoridade tem de semelhança com a beleza e doçura da alma feminina. Um documentário de rádio com uma narração envolvente que levará você a uma viagem sonora diferente.

FICHA TÉCNICA:

Direção:Mary Hellen e Giovanni Lucas
Locução: Rebecca Cruz Feitosa, Antonio Lázaro de Moraes Rodrigues, Giovanni Lucas
Produtor de Áudio: Ricardo Henrique
Design Sonoro: Ricardo Henrique
Diretor de Produção:Giovanni Lucas
Produção: Mary Hellen Rodrigues, Marcelo Prado, Maria Júlia Cabeça,
Felipe Santucci

Técnico:Fernando Godoy
Edição:Ricardo Henrique







20/10/2008

Filme sobre Arctic Monkeys abre sessões de cinema mobilizadas...




No dia 29 de outubro, estréia em Vitória um novo modo de distribuição e exibição de filmes. Será a primeira sessão da MovieMobz a acontecer no Estado, que traz o cinema sob demanda. O diferencial é que essas sessões são agendadas conforme o interesse do público, que pode, através do site, mobilizar amigos e internautas, atuando de forma inédita, programando o filme que quer assistir.
A vantagem é que dessa forma pode-se adiantar as estréias de alguns filmes no Estado com sessões exclusivas. Além disso, as exibições podem ser mais baratas dependendo do dia e do número de pessoas que mobilizaram a sessão. De acordo com a assessoria do MovieMobz, uo preço de ingressos vai depender do número de pessoas mobilizadas. Vale lembrar que quando uma sessão é mobilizada ela automaticamente é aberta ao público, podendo qualquer um assistir ao filme, dependendo da lotação da sala. Em Vitória, o Cine Jardins, em Jardim da Penha, foi o escolhido para realizar as exibições. As outras cidades que também participam da rede de sessões MovieMobz são: São Paulo, Porto Alegre, Florianópolis, Brasília, Belém, Natal, Campinas, Jundiaí, Santos, São Vicente, Taubaté, Fortaleza, Curitiba, Porto Alegre, Goiânia, Brasília, Belo Horizonte e Rio.


Como mobilizar uma sessão:

Através do site
www.moviemobz.com uma rede social pioneira para fãs de cinema, o usuário pode programar sessões dos filmes a que deseja assistir e mobilizar os amigos para vê-los nas salas de sua preferência, além de ver e trocar informações, e conhecer pessoas com os mesmos interesses. O catálogo conta com mais de 300 títulos digitalizados, entre filmes independentes, inéditos, clássicos e cinematografias pouco conhecidas - nacionais e internacionais.


Estréia:
Para a estréia está programado o lançamento do filme 'Arctic Monkeys at The Apollo', que será exibido simultaneamente em cinemas de três países, às 21h. O longa é o registro do show do fenômeno inglês da música pop num espetáculo no Apollo Theatre (assista ao trailer no final da matéria). São 76 minutos de filmagens do show de encerramento da turnê do segundo disco do Arctic Monkeys, 'Favourite Worst Nightmare', no Manchester Apollo (Inglaterra), em 17 de dezembro do ano passado. O filme, que não será lançado de forma tradicional em circuito comercial, mas apenas em sessões únicas, traz 21 músicas. A direção é de Richard Ayoade, o mesmo do clipe de 'Fluorescent Adolescent'. Os ingressos custam R$ 6,00 (inteira) e R$ 3,00 (meia).

Serviço:
Movie Mobz
Exibição do filme
'Arctic Monkeys at The Apollo'
Duração: 76 min.
Classificação: 14 anos

Dia: 29 de outubro (quarta)
Horário: 21h
Local: Cine Jardins, em Jardim da Penha, Vitória
Ingressos: R$ 6,00 e R$ 3,00

Assista o trailer do filme:

fonte:Gazeta On Line
20/10/2008 - 10h46 (Erik Oakes - Redação Gazeta Rádios e Internet)

16/10/2008

aspas!

[dolce!.JPG]

preciso confessar uma coisa:

[leiam ouvindo Bob Dylan:]

eu acredito na simplicidade
e no amor,
amo cinema e
sei qual é a força da poesia...
"sejam feliz"

Giovanni Lucas

Teatro, a gente vê por aqui!(também!)




Digestivo nº 370
>>> Desconhecidos, de Dionisio Neto
Numa pacata quinta-feira à noite, na sala menor do Sesc Consolação, ninguém espera encontrar Otávio Frias Filho quase à paisana — mas é o herdeiro da Folha de S. Paulo que encontra, se for assistir a Desconhecidos, peça de Dionisio Neto. Estrelada pelo próprio autor e apresentando Simona Queiroz, o texto usa de metalinguagem para alternar um dilema de paternidade (e virilidade) com a história (principal) de um serial killer. Carregando elogios de Antunes Filho e trilha sonora original de Arrigo Barnabé, o espetáculo tem quase todas as credenciais para ser considerado imperdível, mas talvez exagere na duração e no desejo extremo de chocar o espectador. Simona encarna, na parte principal, Catirina, uma aeromoça que acaba de ser despedida. Nessa experiência-limite, são interessantes suas reflexões sobre o mercado de trabalho, sobre o casamento e sobre um viver aparentemente sem sentido. Já pelo seu lado, Dionisio encarna Cristino dos Anjos Neto, um inicialmente simplório personagem da metrópole, que, numa transformação, domina o palco com violência, subjugando a atriz em cena. Embora o tema do serial killer, tão presente no cinema e na crônica policial contemporânea, tenha um forte apelo junto ao público, a impressão que fica é que o espetáculo não precisava ter chegado às vias de fato — soando, inclusive, mais convincente na primeira porção, "existencialista", dos questionamentos, da falta de perspectivas. Desconhecidos vale pelos diálogos, entre a ameaça e o riso, e, também, pelas performances, entre elaboradas e viscerais. É verdade que o espectador chega, ao teatro, ainda aturdido pela televisão, mas a internet está ajudando a desanuviar sua mente — e não precisamos, a fim de "despertá-lo", assustá-lo ainda mais...
>>> Desconhecidos (Entrevista...)

fonte:vigoroso Digestivo Culural

02/10/2008

E os blogs viraram mainstream...(por Julio Daio Borges)




Os blogs e os blogueiros, no Brasil, reclamaram durante muitos anos da falta de reconhecimento. De uns tempos pra cá, têm sido disputados a tapa por grandes grupos de comunicação. Se a notícia soa auspiciosa, a guerra de conquista promovida pelo mainstream (em direção ao underground) preocupa, pela falta de tato, e porque, no limite, pode descaracterizar um dos espaços de maior liberdade dos últimos tempos. A campanha começou desastrada no ano passado, com o Estadão tentando "conquistar" os blogueiros (comparando-os a macacos). Esfriou nos primeiros meses de 2008, mas as discussões voltaram a ficar acaloradas no meio deste ano. Tanto a Abril (velha mídia) quanto o Yahoo (nova mídia ma non troppo) vêm tentando, nos últimos meses, aliciar blogueiros para sua causa. Prometendo credibilidade e audiência — porém exigindo ineditismo nos posts, cessão de direitos autorais e impedido qualquer exploração comercial —, o mainstream chega com sua mão pesada, querendo, mais que ajudar os blogueiros, atender a uma demanda das agências de publicidade (por anúncios em blogs).

Os clientes querem "conversar" com audiências blogueiras, mas os publicitários não conseguem trabalhar com a dispersão em milhares de blogs — portanto, os grupos de comunicação aglutinam blogueiros a preço de banana, depois vendem espaços no formato que está mais na moda. Nada contra os blogueiros ganharem com isso — muitos merecem, por terem trabalhado duro durante anos —, mas, se o critério for apenas de audiência ou de remuneração, e se as primeiras gerações se venderem por algumas dezenas de cliques (ou mesmo centenas de reais), joga-se fora a independência, a criatividade e o diferencial em relação à grande mídia. Os blogueiros já estão, há muito, em melhor situação que os jornalistas — deveriam parar de querer ser iguais a eles.

fonte:Digestivo Cultural

26/09/2008

VIOLA-O FILME-Primeiras gravações

19/09/2008

..coisa linda de Deus!




Quanta espontâneidade(nova ortografia?)!!
Encontrei com rapidez e por um grande acaso!

U
ma sueca linda e talentosa, com um timbre de voz diferenciado e bela performance, esta é Srta. Likke Li ou Lykke Li,
merece:
-Meus parabéns!

ouça mais no fabuloso Deezer.


...en
quanto isso gravaremos as primeiras cenas de nosso curta VIOLA-O FILME, nesse cenário maravilhoso!

Pirambóia-distrito de Anhembi-SP,
à
50 min. de Piracicaba.





...em breve mais notícias!

11/08/2008

Dalton Trevisan:O Vampiro de Curitiba em Portugal!


Foto de Alberto Melo Viana

O escritor Dalton Trevisan mais uma vez deu lição de literatura com um bilhete curto, direto e definitivo, assim como o estilo de seus contos. Foi na entrega do Prêmio Portugal Telecom, que pela primeira vez incluiu na seleção escritores de fora de Portugal, e Trevisan ficou com o segundo lugar e R$ 35 mil.O primeiro prêmio foi para Gonçalo Tavares, com "Jerusalém" (R$ 100 mil para ele).


A atração da noite e o que realmente importou em tudo isso - para nós que não ganhamos nada em dinheiro - foi a seguinte mensagem enviada por Dalton:

"Só a obra interessa.O autor não vale o personagem. O conto é sempre melhor que o contista. Vampiro sim, de almas.Espião de corações solitários, escorpião de bote armado. Eis o contista. Só invente o vampiro que exista. Com sorte, você adivinha o que não sabe. Para escrever mil novos contos, a vida inteira é curta.Uma história nunca termina. Ela continua depois de você.Um escritor nunca se realiza. A obra é sempre inferior aos sonhos. Fazendo as contas percebe que negou o sonho, traiu a obra, cambiou a vida por nada. O melhor conto só se escreve com tua mão torta, teu avesso, teu coração danado. Todas as histórias, a mesma história, uma nova história.O conto não tem mais fim senão começo. Quem me dera o estilo do suicida em seu último bilhete."


fonte:JAROSÍNSKI.
que por sua vez já tinha copiado copiada do blog do Solda, que por sua vez já tinha copiado do blog Gazeta do Povo/blog Sobretudo.

04/08/2008

Vinho, poesia ou virtude!




Se não quer sentir o horrível peso do Tempo
Que pesa sobre os seus
ombros e o esmaga, Embriague-se sempre. Com quê? Com vinho, poesia ou virtude. Com o que quiseres. Mas embriague-se.
C. Baudelaire


extraído sem culpa do genial blog da renata





.e 4 cores com links-surpresa, para colorir um findesemana colorbar:







24/07/2008

Hy, hy baby!Por esta você não esperava!

Produtora encontra filmes inéditos com Beatles!



A produtora britânica Arthouse anunciou ter descoberto mais de 15 minutos de imagens inéditas dos Beatles em 1967.

As imagens filmadas em Newquay e Plymouth (sudoeste da Grã-Bretanha) serão lançadas nos próximos meses no documentário chamado Beatles Magical Mystery Tour Memories.

Abaixo o vídeo da reportagem:


No verão europeu de 1967, o ônibus amarelo usado pelos Beatles no filme Magical Mystery Tour chegou à época cidade de Plymouth.

A qualidade das imagens não é das melhores, já que foram feitas por famílias que passavam férias no balneário.

Mas isso não afeta o valor que o filme tem. Imagens dos quatro Beatles assim, juntos, praticamente vivendo momentos de lazer são extremamente raras.

Elas são vendidas por milhares de dólares e para colecionadores valem mais que ouro.

Há várias imagens também dos quatro Beatles na cidade de Newquay, na Cornualha. As imagens também foram produzidas por cinegrafistas amadores.

fonte:BBC-Brasil

16/07/2008

Então me diga o que aconteceu?


Três programas especiais do Arquivo N do globonews
para ficar por dentro ou para rever o que se passou em
Maio de 1968

1.Quarta-feira, 16/04/2008
O primeiro programa sobre o ano de 1968 traz os desafios e urgências de mudança da época. O conflito entre velhos padrões e novos desejos, a cultura hippie e a Guerra do Vietnã transmitida pela TV.






2.Quarta-feira, 23/04/2008
O segundo episódio da série sobre 1968 destaca que a rua foi o lugar em que se fez história em vários países, inclusive no Brasil. Naquele ano, estudantes tomaram a palavra e foram à luta.




3.Quarta-feira, 30/04/2008
O terceiro episódio da série sobre o emblemático ano de 1968, trata da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos e da emancipação feminina.


30/06/2008

crônica de uma nova paulistana!

Crônica: Exercício de Flanêur
por Júlia B.



Inspirado nas minhas aulas de sociologia.
“Não existem coisas interessantes. Existem

olhares interessantes sobre as coisas” (Lira)


Nesta cidade, onde há tudo e nada ao mesmo tempo, nem vejo o tempo passar porque estou dormindo, apoiada na janela do ônibus. Abro os olhos. É um ambiente tão acolhedor… Está frio e todos estão agasalhados, menos aquele senhor sentado na sarjeta bebendo algo na sua caneca de alumínio. Ele está com calor, está em seu interior e a cidade não está lá para ele.

Se chove, todas as direções são duplicadas. As gotas caem e todos fogem, mas não vêem seus sapatos de couro refletidos nesse espelho d’agua. Que pena. Ali há um pombo pousado no alto de um poste. Ele observa o horizonte, de um lado para o outro, sua cabeça não fixa. E a multidão passa lá em baixo, e ele não vê, simplesmente não os vê.

O homem com medo e sendo perseguido, a velha senhora com uma sacola de feira no meio de uma grande avenida, o jovem ansioso esperando a namoradinha, a garota ouvindo musica impunemente, o grupo de meninos rindo de algum machismo, algumas pessoas tão parecidas… Duas bolsas iguais. Dois sapatos iguais, mas um está mais sujo, outro é maior.

Segue o corredor de ônibus, e as pessoas esperam lá, sem saber pra onde olham. As vezes alguém chama a atenção mas tem de desviar o olhar porque ela parece não gostar de ser observado… Mas vou olhar pra onde, então? Para o tênis, o canto da bolsa, o broche pousado, a formiga andando ali tão solitária! Mas formigas não andam em grupos? Pessoas andam sozinhas demais. Cada um comendo seu prato em uma mesa muito maior. “Com licença, posso sentar aqui?”. É incômodo dividir a mesa com estranhos. O silêncio gritante de dois desconhecidos! Sofremos no elevador. “São só alguns minutos, segundos, talvez”.

Há camadas de sons ecoando. Alguém falando do meu lado, a britadeira, os carros, os ônibus, as pessoas falando, os passos, as árvores chacoalhando com o vento, caixas registradoras, risos, coisas caindo no chão, um homem que toca com a colher num prato vazio, o bêbado que murmura, empurrões, coisas derrapando, sacolas de supermercado, moedas, caixas de cerveja… Quem sabe lá no fundo, o som de passarinhos?

Há camadas de cheiros também. Expressões faciais provindo desses cheiros. Cheiro de pó, de sujeira, de perfume importado, de mulher, de homem, de bebê, cimento, cigarro, arbusto, fumaça, café, suco, comida, cabeleireiro, plástico… Mas não se sente nada, todos estão gripados. No fundo quem sabe, o creme nos cabelos da garota, aqueles cabelos com aparência de molhados, mesmo depois de secos a muito tempo… O que nos irrita, talvez percebamos… Leggings… “Que mau gosto!”

Fiquei de olhos abertos. Até chegar no ponto final. Abstraí, pensei nesse texto, tudo acaba em menos de um segundo. Volto-me para meu interior, e a cidade lá fora, vivendo tudo tão descaradamente, bem na minha cara. Menos de um segundo.


(de exclusiva correspondente de Sampa Julia B.)

tempo pra tudo!




Tudo neste mundo tem o seu tempo;
cada coisa tem a sua ocasião.

Há tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de plantar e tempo de arrancar;
tempo de matar e tempo de curar,
tempo de derrubar e tempo de construir.

Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar;
tempo de chorar e tempo de dançar;
tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las;
tempo de abraçar e tempo de afastar.

Há tempo de procurar e tempo de perder;
tempo de economizar e tempo de desperdiçar;
tempo de rasgar e tempo de remendar;
tempo de ficar calado e tempo de falar.

Há tempo de amar e tempo de odiar;
tempo de guerra e tempo de paz.

O que é que a pessoa ganha com todo o seu trabalho?
Eu tenho visto todo o trabalho que Deus dá as pessoas
para que fiquem ocupadas. Deus marcou o tempo certo
para cada coisa. Ele nos deu o desejo de entender as coisas
que já aconteceram e as que ainda vão acontecer, porém
não nos deixa compreender completamente o que Ele faz.

(Já dizia Eclesiastes em seu livro cap.3-versículos 1 a 11-Bíblia Sagrada-NTLH-SBB)

20/06/2008

crrrrônica para um nooovo dia!



Eu me escondo nas páginas da Folha!
(Giovanni Lucas)

Sim, me vi apatriado pela Folha em páginas grandes.
Eu moro em uma cidade do interior e as vezes me sinto só, quando falo
na leitura das folhas de jornal da Folha.

Li a alguns 2 anos uma matéria que era capa do Caderno 2 que dizia
sobre o novo filme de Cronemberg, Spider-Desafie sua Mente. E hoje
ao rondar as prateleiras desta livraria enorme reencontrei a versão
de Spider em livro por Patrick Mcgrath. E penso qual seria o número
exato de pessoas que fazem a leitura das folhas de jornais da Folha.
Caderno 2 enxutado e belo, as vezes conquista um número restrito de
pessoas, quem nem sabem quem é Cronemberg ou Mcgrath.

Não quero levantar uma bandeira que exalte todo esse esnobismo
intelectulóide. Não porque do alto vejo, após muito tempo sem
entender, que a mídia em geral e um capitalismo selvagem é que nos faz
cegos.

Eu queria que uma consciência mínima,
fosse contemplada por todos, no sentido

de que cada um pudesse escolher o que
quer ler, ou porque ler e não ler.


Fica apenas um convite de minha parte:contemple os criadores e criação, seja
no âmbito da literatura ou do cinema, beba desta fonte.

Ler a Folha é uma opção, e pode ser uma opção consciente, pra saber que quem
faz suas escolhas é você.

19/05/2008

Seja!




Ele era um bom brasileiro
Não pensava só em dinheiro
Conhecia o bairro inteiro
Fazia charme pra usar o isqueiro


A arte de amar

A cachaça no bar
E a cabeça cansada de pensar


As partidas de futebol
Iluminadas pelo pôr do sol
E o amigo lá do morro

Pra quem pode pedir socorro

A arte de amar

A cachaça no bar
E a cabeça cansada de pensar



Bom Brasileiro-Cachorro Grande
Letra e Música: Marcelo Gross


05/05/2008

Metáfora, bom dia!




O dono do circo
(Giovanni Lucas)


um dia o palhaço muito cheio de tanta palhaçada,
resolveu se virar ao malabarista e lhe mandar pular pra distante dali.
disse para a terrível mulher barbada que ficasse quieta para sempre
encontrou com o homem-bala e lhe disse para partir,
o ex-dono do circo que ficou com uma cara de nojo,
recebeu do palhaço um grande adeus,

o palhaço teve vontade, e teve consciência do que lhe fazia mal!

reuniu uns e outros destes que lhe faziam bem no circo,
e percebeu que o que dava nome ao circo era seu talento,
com bela humildade, o palhaço
se dobrava depois dos aplausos da platéia,

com o tempo construiu o que sonhava,
fez do circo um castelo
abriu as portas para todos que quisessem entrar,
ganhava aplausos
e aquilo já lhe bastava.

16/04/2008

Manifesto Sganzerla!


(clique para ampliar)

Manifesto de Rogério Sganzerla
trata-se de um manifesto feito pelo mesmo.

1 – Meu filme é um far-west sobre o III Mundo. Isto é, fusão e mixagem de vários gêneros. Fiz um filme-soma; um far-west mas também musical, documentário, policial, comédia (ou chanchada?) e ficção científica. Do documentário, a sinceridade (Rossellini); do policial, a violência (Fuller); da comédia, o ritmo anárquico (Sennett, Keaton); do western, a simplificação brutal dos conflitos (Mann).

2 – O Bandido da Luz Vermelha persegue, ele, a polícia enquanto os tiras fazem reflexões metafísicas, meditando sobre a solidão e a incomunicabilidade. Quando um personagem não pode fazer nada, ele avacalha.

3 – Orson Welles me ensinou a não separar a política do crime.

4 – Jean-Luc Godadrd me ensinou a filmar tudo pela metade do preço.

5 – Em Glauber Rocha conheci o cinema de guerrilha feito à base de planos gerais.

6 – Fuller foi quem me mostrou como desmontar o cinema tradicional através da montagem.

7 – Cineasta do excesso e do crime, José Mojica Marins me apontou a poesia furiosa dos atores do Brás, das cortinas e ruínas cafajestes e dos seus diálogos aparentemente banais. Mojica e o cinema japonês me ensinaram a saber ser livre e – ao mesmo tempo – acadêmico.

8 – O solitário Murnau me ensinou a amar o plano fixo acima de todos os travellings.

9 – É preciso descobrir o segredo do cinema de Luís poeta e agitador Buñuel, anjo exterminador.

10 – Nunca se esquecendo de Hitchcock, Eisenstein e Nicholas Ray.

11 – Porque o que eu queira mesmo era fazer um filme mágico e cafajeste cujos personagens fossem sublimes e boçais, onde a estupidez – acima de tudo – revelasse as leis secretas da alma e do corpo subdesenvolvido. Quis fazer um painel sobre a sociedade delirante, ameaçada por um criminoso solitário. Quis dar esse salto porque entendi que tinha que filmar o possível e o impossível num país subdesenvolvido. Meus personagens são, todos eles, inutilmente boçais – aliás como 80% do cinema brasileiro; desde a estupidez trágica do Corisco à bobagem de Boca de Ouro, passando por Zé do Caixão e pelos párias de Barravento.

12 – Estou filmando a vida do Bandido da Luz Vermelha como poderia estar contando os milagres de São João Batista, a juventude de Marx ou as aventuras de Chateaubriand. É um bom pretexto para refletir sobre o Brasil da década de 60. Nesse painel, a política e o crime identificam personagens do alto e do baixo mundo.

13 – Tive de fazer cinema fora da lei aqui em São Paulo porque quis dar um esforço total em direção ao filme brasileiro liberador, revolucionário também nas panorâmicas, na câmara fixa e nos cortes secos. O ponto de partida de nossos filmes deve ser a instabilidade do cinema – como também da nossa sociedade, da nossa estética, dos nossos amores e do nosso sono. Por isso, a câmara é indecisa; o som fugidio; os personagens medrosos. Nesse País tudo é possível e por isso o filme pode explodir a qualquer momento.

Rogério Sganzerla


fonte:Revista de Cinema Contracampo

BLAKE, Willian Blake!


"Para ver o mundo num grão de areia
E o céu numa flor silvestre,
Segura o infinito na palma da tua mão
E a eternidade numa hora."


William Blake - (1757-1827)

08/04/2008

Vídeo-clipe:Homens Bombas...minimalismo, silhuetas,olhos e bocas!



HOMENS BOMBAS MERECEM UM ABRAÇO!

Conheci por um acaso (e livreiro tem dessas coisas) a srta. Carolina Alleoni.
Ela, acredito; é uma gerenciadora/produtora de fotografia, ou seja, artista e labuteira. Em encontro via blog e por envio de um e-mail Carol me apresentou o clipe "Preca(ria) Vida" da banda Homens-Bomba.

Um rock´roll dilacerante com pitadas minimalistas,
belas silhuetas, olhos e bocas!


Na curta sinopse sobre o vídeo não ficava claro a autoria mais creio e com muitas chances de ser verdade a autoria de Thiago Altafini, o prestigiado fotógrafo residente em Piracicaba com trabalhos pela Unimep e ademais, e autoria também da mesma Carol.

Pra quem viu o clipe, acredito que sentiu um despertar genioso de criatividade, e pra quem não viu se prepare!

É, simplicidade pode ir além, é só ver
Tom Jobim e seu Samba de uma nota só!

Parabéns senhor e senhora Altafini Alleoni! mais vídeos
Sucesso, saúde, um abraço!


22/03/2008

Um pézinho na psicologia!


JUNG!Carl Gustav Jung


Entenda um pouco do EGO, em sua vida!

Ego

Ego é o centro da consciência inferior
(diferente do Eu que é centro superior da consciência).

O Ego é a soma total
dos pensamentos,
idéias, sentimentos,
lembranças e percepções
sensoriais.

É a parte mais superficial do indivíduo, a qual, modificada e tornada consciente, tem por funções a comprovação da realidade e a aceitação, mediante seleção e controle, de parte dos desejos e exigências procedentes dos impulsos que emanam do indivíduo.

Obedece ao princípio da realidade, ou seja, à necessidade de encontrar objetos que possam satisfazer ao id sem transgredir as exigências do superego. Quando o ego se submete ao id, torna-se imoral e destrutivo; ao se submeter ao superego, enlouquece de desespero, pois viverá numa insatisfação insuportável; se não se submeter ao mundo, será destruído por ele.

Para Jung, o Ego é um complexo; o “complexo do ego”. Diz ele, sobre o Ego: “É um dado complexo formado primeiramente por uma percepção geral de nosso corpo e existência e, a seguir, pelos registros de nossa memória.

fonte:Wikipedia

MAIS.............................................

Ego

Em seus primeiros escritos, Freud já mencionava a existência do ego, mas não o especificava com tanta riqueza de detalhes, até porque o descrevia como a personalidade em seu conjunto e esta noção só foi sendo renovada a partir das contribuições feitas pelos estudos da psicanálise e principalmente, pela experiência clínica das neuroses.

Muitos autores dedicam-se ao estudo do ego procurando estabelecer as diferenças entre o ego, enquanto instância psíquica e o ego como pessoa, como “eu”, como objeto de amor para o próprio indivíduo, investido de libido narcísica.

O ego possui um conceito
muito estreito com o conceito
de consciência.



FREUD!Sigmund Freud

O ego é uma instância psíquica como o id e o superego. Do ponto de vista tópico, a psicanálise refere-se ao ego como mantendo uma relação de dependência com as reivindicações do inconsciente e com a censura exercida pelo superego e pela realidade, tendo uma autonomia relativa. Freud define o ego sob o ponto de vista dinâmico como defensor da personalidade, na medida em que aciona os mecanismos de defesa, que impedem que conteúdos inconscientes e ameaçadores passem para o campo da consciência.


O ego ainda possui uma definição do ponto de vista econômico, onde é definido como fator de ligação entre os processos psíquicos, sem perder de vista que nas operações defensivas as tentativas da ligação da energia pulsional sofrem interferência das características específicas do processo primário, assumindo um aspecto compulsivo, de repetição e distanciado do real. Na histeria, o ego funciona com instância defensiva.

Neste caso o ego, como campo da consciência, defende-se de um situação conflitiva incapaz de ser dominada, e inconciliável com ele, defendendo-se dela. Diz-se que, neste caso, acontece um recalcamento pelo ego. O ego é parte do conflito e isto é motivo para agir de forma defensiva. Apesar da operação defensiva da histeria ser atribuída ao ego, ela não é considerada consciente e voluntária. Outra idéia caracteriza o ego como instância responsável pela diferenciação que o indivíduo é capaz de realizar entre seus próprios processos internos e a realidade.

Apesar das características deste conceito, Freud trata de deixar claro que o acesso direto à realidade é realizado pela percepção e não pelo ego, como se pode pensar. O ego é descrito como uma organização de neurônios que facilita as vias associativas interiores a este grupo de neurônios, investimento constante realizado por uma energia de origem pulsional e a distinção entre uma parte, que é permanente e outra que tem características variáveis. Para Freud o ego possui um nível de investimento permanente que permite a inibição de processos primários, que poderiam não só levar o indivíduo a alucinações como também

fonte:Cola da Web

20/03/2008

Sala Amarela no Jornal A Tribuna!


Giovanni Lucas, coordenador do espaço cultural Sala Amarela,
programa os eventos, registra e depois divulga na internet



Cultura:Programação cultural na Sala e na rede

por Murilo Laranjeira

Ninguém duvida da utilização da web como uma poderosa mídia. Aliás, alguns discutem se ela não representa somente a convergência das outras mídias. De qualquer forma, com o barateamento dos equipamentos eletrônicos e a popularização de sites como o Youtube, as mídias tradicionais, como o jornal e o rádio, estão cada vez mais criando seus braços online. O que ainda não é muito comum é ver cidadãos, ou mesmo pessoas que representam alguma comunidade, associação ou empresa, experimentarem este recurso.

Não é o caso de Giovanni Lucas. Coordenador do espaço cultural Sala Amarela, da Livraria Nobel. Ele lançou na web, há cinco meses, um blog para divulgar as atividades do espaço. O asalaamarela.blogspot.com reúne divulgações dos eventos realizados no espaço principalmente em texto, imagem e o mais interessante, em vídeo. Além disso, Lucas registra os encontros temáticos e os disponibiliza na rede.


“É uma forma de mostrar
para as pessoas como são
esses eventos”, relata.


Lucas utiliza uma filmadora semiprofissional Panasonic 3CCD para registrar entrevistas com os convidados da livraria. Geralmente são autores que lançam livros ou voluntários que coordenam encontros de literatura e palestras sobre os mais variados temas. O equipamento utilizado permitira até que a programação fosse transmitida por alguma emissora de televisão. Para a web, qualquer câmera amadora, com recurso de vídeo, daria conta do serviço.

Antes de colocar o blog em funcionamento, Lucas tentou o impresso. Mas a rapidez do meio digital superou o boletim, que parou na primeira edição. “Agora, assim que fechamos uma programação já podemos divulgar no site”, explica. Da mesma forma, ao final do evento, Lucas grava, entrevista, edita e posta o material produzido.



SALA

A Sala Amarela é um espaço
cultural mantido pela Livraria Nobel,
do Shopping Piracicaba,
no piso superior da loja.

Lá são realizados saraus, lançamentos de livros, exibições de cinema alternativo, discussões filosóficas, palestras e aulas abertas de ioga e dança circular, entre outras. “É difícil manter um espaço cultural na cidade. E a sala está aí de pé há um ano e meio”, orgulha-se.

No espaço são comercializados livros que “sobraram” no estoque, a preços que variam de R$ 2,90 a R$ 16,90. Numa rápida passagem pelas estantes é possível pinçar pérolas como O Castelo Branco, do Nobel, Orhan Pamuk, Um Bando de Corvos, de Ruth Rendell, e Lutando na Espanha, de George Orwell. “Quem gosta de ler e visita a sala se surpreende”, diz. Entre os projetos do coordenador do espaço para 2008 está desenvolver um projeto de cinema experimental. A meta, ousada, é iniciar um pólo de cinema em Piracicaba.


fonte:Jornal A Tribuna

12/03/2008

Em cores



Um olhar sobre o universo de Tim Burton
por Fábio Andrade


Na paleta de sombras que compõe Sweeney Todd, por dois momentos somos levados a universos dominados por um cromatismo gritantemente particular. O mais claro é o do mergulho em wishful thinking da Srta Lovett (Helena Bonham Carter), então apaixonada por Sweeney Todd (Johnny Depp), em que ela que sonha poder trocar os cinzas da sangrenta vingança que os aprisiona na vida real pelo mundo azul e dourado de sua imaginação. Saímos de um piquenique de verdes esmaecidos e caminhamos, com eles, perto do oceano, ao lado do azul que se estende por todo o quadro e, em sua simbologia clássica, possibilita o olhar a se perder em infinito adiante.

Logo na primeira parte do filme, porém, outro choque de cores já havia movimentado a lógica interna de forma menos clara e, por isso mesmo, mais intensa. Ao narrar o que teria acontecido com a mulher de Todd, a Srta. Lovett banha um relato de loucura, abuso e suicídio em desconfortáveis tons de ouro, com um calor e uma afetividade aparentemente impróprios, quebrando o monocromatismo que sustenta a estrutura visual de quase todo o filme. Sweeney Todd se revela mais radical nesse seu trabalho de cores quando, mais tarde, descobrimos que o fim da mulher de Todd fora inventado pela Srta.Lovett. O estranhamento gerado pelo afeto cromático do suposto flashback vem, assim como na seqüência da praia, marcar aquele trecho de narrativa como sonho, como desejo. Em um mundo concreto monocromático onde o único salto de cor esguicha de dentro das personagens com o vermelho do sangue, Tim Burton só enxerga a possibilidade de cores na projeção, no exercício ficcional. Mais do que um mergulho pessimista do olhar no mundo – o que, de certa maneira, o filme não deixa de ser – Sweeney Todd marca a inversão de um trabalho de cores que sempre foi central na obra do diretor.continua...



fonte:Cinética

Onda, arte e Centenário do Japão!

(clique para ampliar)

A Grande Onda em Kanagawa, 江戸日本橋 ou Kanagawa-oki nami-ura de Katsushika Hokusai do seu trabalho 36 vistas do monte Fuji, 富嶽三十六景 ou Fugaku Sanjū-Rokkei.

título original:Ukiyo-e
por Thomas Suzuki

Em janeiro de 2007, acompanhei os trabalhos de 150 grafiteiros que cobriram o maior mural temático do mundo no túnel da avenida Paulista. Pelos jornais, soube que um dos coordenadores do projeto “Olhar Nascente” foi Walter Tada Nomura, o “Tinho”. Mas lá no túnel, eu só vi artistas gaijins participando dessa homenagem ao centenário da imigração, nenhum nikkei. Por que? Infelizmente, talvez seja porque o grafite ainda é visto como uma arte marginal, uma arte menor.
Eu vi apenas duas mulheres grafiteiras. Uma delas, sozinha, desenhava habilmente ondas enormes arrebentando-se umas contra as outras. Por trás das ondas, o monte Fuji e um sol estilizado. Essa imagem atiçava minha memória, “Já vi isso antes!”, mas minha ignorância em relação às artes visuais do Japão não me permitia localizar a obra original, nem seu artista. Algum tempo depois, descobri: a obra chama-se 神奈川沖浪裏 Kanagawa Ōki Nami Ura (A grande onda de Kanagawa) da série 富嶽三十六景 Fugaku Sanjū-Rokkei (36 vistas do monte Fuji) desenhada por 葛飾北斎 Katsushika Hokusai entre 1826 e 1833. Quem foi Hokusai? Pintor e gravurista, nasceu e viveu em Edo (atual Tokyo) de 1760 a 1849. Produziu mais de 30 mil obras e é reconhecido principalmente por essa série de xilogravuras do monte Fuji, que, na verdade, é composta por 46 peças (10 foram acrescentadas mais tarde).

A curiosidade aqui fica na relação entre as técnicas de Hokusai e daquela grafiteira do túnel. Alguns críticos de arte (daquela época e de hoje) desprezam a xilogravura e o grafite por serem “populares”. O grafite é a arte nas ruas, ninguém pode comprar, ela está lá pra todo mundo ver, de graça: não tem que pagar entrada de museu, não tem que dar o lance mais alto do leilão. A xilogravura é a arte de preço acessível: o artista entalha o desenho na madeira, passa as tintas e vai imprimindo as cópias, várias, seriadas ou não, limitadas ou não, enquanto a madeira resistir ao desgaste ou até a quantidade desejada pelo artista. Assim, Hokusai deve ter vendido dezenas, centenas ou milhares de reproduções da grande onda de Kanagawa.
Quem comprava as gravuras de Hokusai? As geishas da antiga Tokyo (Edo), que ainda não era a capital (apenas em 1869), e pequenos comerciantes que não tinham dinheiro para comprar telas pintadas, nem tempo para viajar e ver Fujisan. A Edo do shōgunato Tokugawa (1603-1868) tinha uma estrutura de entretenimento com muitos teatros de 歌舞伎 kabuki e de 文楽 bunraku (teatro de bonecos), alguns 相撲 土俵 sumō dohyō (arenas de sumō), muitas お茶屋 ochaya (casas de chá) e muitos 料亭 ryōtei (restaurantes luxuosos e tradicionais), onde geishas recebiam os 大名 daimyō (senhores feudais) e samurais. Enfim, um lugar leve, lascivo e alegre onde desenvolve-se a 浮世絵 ukiyo-e (pintura do mundo “flutuante”). Além de Hokusai, destacam-se outros dois gravuristas: 歌川広重 Utagawa Hiroshige e 喜多川 歌麿 Kitagawa Utamaro; suas gravuras retrataram os atores do Kabuki, as belas mulheres de Edo (美人 bijin, geralmente as geishas), os 力士 rikishi (lutadores de sumō) e os 名所 meisho (lugares famosos), como o monte Fuji.
Na Restauração Meiji (1868-1912), as obras desses artistas chegaram à Europa e influenciaram (“le japonisme”) pintores impressionistas como Manet, Mary Cassatt, Degas, Pierre-Auguste Renoir, Monet, Camille Pissarro; os pós-impressionistas, Pierre Bonnard, Henry de Toulouse Lautrec, Vincent van Gogh, Paul Gauguin e Klimt; e no século XXI, aqueles 150 grafiteiros do túnel da paulista.


fonte:Abril

02/03/2008

Resultado (lenga-lenga) Oscar 2008!

Premiados:


cena de "Onde os Fracos Não Tem Vez", Oscar de melhor filme
direção dos irmãos Joel e Ethan Coen.


Melhor filme:Onde os Fracos Não Têm Vez

Ator:Daniel Day Lewis(de Sangue Negro)

Atriz:Marion Cotillard(Piaf - Um Hino ao Amor)



Marion Cotillard em cena de Piaf.


Ator coadjuvante:Javier Bardem(de Onde os Fracos Não Têm Vez)


Atriz coadjuvante:Tilda Swinton(de Conduta de Risco)


Diretor:Joel e Ethan CoenOnde os Fracos Não Têm Vez

Filme estrangeiro:The CounterfeitersÁustria

Filme de animação:Ratatouille




O Rato ganhou!

Roteiro original:Diablo Cody(por Juno)

Roteiro adaptado:Joel e Ethan Coen(por Onde os Fracos Não Têm Vez)

Fotografia:Sangue Negro

Montagem:O Ultimato Bourne

Direção de arte:Sweeney Todd

Figurino:Elizabeth: A Era de Ouro

Maquiagem:Piaf - Um Hino ao Amor

Edição de som:O Ultimato Bourne

Efeitos sonoros:O Ultimato Bourne

Efeitos Visuais:A Bússola de Ouro

Documentário:Taxi to the Dark Side

Documentário de curta- metragem:Freeheld

Trilha sonora:Desejo e Reparação

Canção original:Falling Slowly(do filme Once)

Curta metragem:Le Mozart des Pickpockets (The Mozart of Pickpockets)


Le Mozart des Pickpockets - melhor curta-metragem

Curta metragem de animação:Peter & The Wolf

Fonte:Uol

25/02/2008

Se ligue no Oscar (bam-bam-bam) 2008:

Indicados:


Keira Knightley, em cena de Desejo e Reparação,
baseado no fantástico romance "Reparação" de Ian McEwan.

Bom essa não é minha premiação predileta de cinema,
mas a mais popular, então prossigamos:

O romance Desejo e Reparação recebeu sete indicações,
assim como o thriller Conduta de Risco. Os quatro longas
foram indicados para melhor filme, ao lado da comédia Juno.

Os prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas
serão entregues em Hollywood, no dia 24 de fevereiro.


Melhor Filme
Conduta de Risco
Desejo e Reparação
Juno
Onde os Fracos não têm Vez
Sangue Negro

Melhor Ator
George Clooney (Conduta de Risco)
Daniel Day-Lewis (Sangue Negro)
Johnny Depp (Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet)
Tommy Lee Jones (No Vale das Sombras)
Viggo Mortensen (Senhores do Crime)

Melhor Atriz
Cate Blanchett (Elizabeth: A Era de Ouro)
Julie Christie (Longe Dela)
Marion Cotillard (Piaf - Um Hino ao Amor)
Laura Linney (The Savages)
Ellen Page (Juno)

Melhor Ator Coadjuvante
Casey Affleck (O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford)
Javier Bardem (Onde os Fracos não têm Vez)
Philip Seymour Hoffman (Jogos do Poder)
Hal Holbrook (Na Natureza Selvagem)
Tom Wilkinson (Conduta de Risco)

Melhor Atriz Coadjuvante
Cate Blanchett (I'm Not There)
Ruby Dee (O Gângster)
Saoirse Ronan (Desejo e Reparação)
Amy Ryan (Medo da Verdade)
Tilda Swinton (Conduta de Risco)

Melhor Diretor
Paul Thomas Anderson (Sangue Negro)
Ethan Coen, Joel Coen (Onde os Fracos Não Têm Vez)
Tony Gilroy (Conduta de Risco)
Jason Reitman (Juno)
Julian Schnabel (O Escafandro e a Borboleta)

Melhor Roteiro Original
Conduta de Risco (Tony Gilroy)
Juno (Diablo Cody)
Lars and the Real Girl (Nancy Oliver)
Ratatouille (Brad Bird)
The Savages (Tamara Jenkins)

Melhor Roteiro Adaptado
Desejo e Reparação (Christopher Hampton)
Longe Dela (Sarah Polley)
O Escafandro e a Borboleta (Ronald Harwood)
Onde os Fracos não têm Vez (Joel Coen, Ethan Coen)
Sangue Negro (Paul Thomas Anderson)

Melhor Fotografia
O Assassinato de Jesse James pelo Covarde Robert Ford (Roger Deakins)
Desejo e Reparação (Seamus McGarvey)
Onde os Fracos não têm Vez (Roger Deakins)
O Escafandro e a Borboleta (Janusz Kaminski)
Sangue Negro (Robert Elswit)

Melhor Edição
O Ultimato Bourne (Christopher Rouse)
O Escafandro e a Borboleta (Juliette Welfling)
Na Natureza Selvagem (Jay Cassidy)
Onde os Fracos não têm Vez (Ethan Coen, Joel Coen)
Sangue Negro (Dylan Tichenor, Tatiana S. Riegel)

Melhor Direção de Arte
O Gângster (Arthur Max)
Desejo e Reparação (Sarah Greenwood)
A Bússola de Ouro (Dennis Gassner)
Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Dante Ferretti)
Sangue Negro (Jack Fisk)

Melhor Figurino
Across the Universe (Albert Wolsky)
Desejo e Reparação (Jacqueline Durran)
Elizabeth: A Era de Ouro (Alexandra Byrne)
Piaf - Um Hino ao Amor (Marit Allen)
Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet (Colleen Atwood)

Melhor Maquiagem
Piaf - Um Hino ao Amor (Didier Lavergne, Loulia Sheppard)
Norbit (Rick Baker)
Piratas do Caribe no Fim do Mundo (Ve Neill, Martin Samuel)

Melhor Trilha Original
Desejo e Reparação (Dario Marianelli)
Na Natureza Selvagem (Michael Brook, Kaki King, Eddie Vedder)
Conduta de Risco (James Newton Howard)
Ratatouille (Michael Giacchino)
Os Indomáveis (Marco Beltrami)

Melhor Canção Original
August Rush (Raise It Up)
Encantada (Happy Working Song)
Encantada (So Close)
Encantada (That's How You Know)
Once (Falling Slowly)

Melhor Edição de Som
O Ultimato Bourne (Scott Millan, David Parker, Kirk Francis)
Onde os Fracos não têm Vez (Skip Lievsay, Craig Berkey, Greg Orloff, Peter F. Kurland)
Ratatouille (Randy Thom, Michael Semanick, Vince Caro, Doc Kane) Os Indomáveis
Transformers (Kevin O'Connell, Greg P. Russell, Peter J. Devlin)

Efeitos visuais
A Bússola de Ouro (Michael L. Fink, Susan MacLeod, Bill Westenhofer, Ben Morris)
Piratas do Caribe no Fim do Mundo (John Knoll, Hal T. Hickel, Charlie Gibson, John Frazier)
Transformers (Scott Farrar, Shari Hanson, Russell Earl, Scott Benza)

Melhor Animação
Persepolis (Vincent Paronnaud, Marjane Satrap)
Ratatouille (Brad Birdi)
Tá Dando Onda (Ash Brannon, Chris Buck)


Ratatouille-está entre os preferidos! Eu voto no rato!

Melhor filme estrangeiro
Fälscher, Die (Áustria)
Beaufort (Israel)
Mongol (Cazaquistão)
Katyn (Polônia)
12 (Rússia)

Melhor Documentário
No End in Sight
Operation Homecoming: Writing the Wartime Experience
Sicko
Taxi to the Dark Side
War Dance

Melhor Documentário de curta-metragem
Freeheld (2007)
La Corona (2008)
Salim Baba (2008)
Sari's Mother (2006)

Melhor filme de animação - curta-metragem
Même les pigeons vont au paradis
I Met the Walrus
Madame Tutli-Putli
Moya lyubov
Peter & the Wolf

Melhor curta-metragem
At Night
Supplente, Il
Le Mozart des pickpockets
Tanghi argentini
The Tonto Woman


fonte:Terra

22/01/2008

Doce voz da MPB!

Você conhece Vânia Lucas?



A voz mais doce da MPB mora em uma casa em Ribeirão Preto-SP, rodeada pelas mais belas energias musicais!
Sim!E ela se chama Vânia Lucas, que ao lado de seu companheiro, marido e produtor musical Mário Feres enchem a casa de música e vice-versa.
Você já ouviu esta voz, veja o vídeo e se surpreenda, isto é fabuloso ou como diria Bee Scott: Giovanni Lucas


"A moça da voz decidida e delicada
faz brotar a sensibilidade
no resgate ao bom gosto".
Bee Scott

Desde a base erudita de sua formação como regente e instrumentista de viola da gamba e flautas doce, até seu contato com a música popular brasileira (e um especial contato com a obra de Tom Jobim como cantora e gambista do grupo de Paulo Jobim desde 1995), a cantora vem moldando sua própria linguagem, através da experiência adquirida na “estrada” que trouxe esses encontros com músicos, compositores e arranjadores com os quais dividiu seu palco.

CD

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fonte

Bom dia!


Por do Sol em Arraial do Cabo-RJ

Bom dia
Olha as flores que eu trouxe pra você, amor
São pra comemorar aquele dia
Que passei a viver do teu lado
Eu me lembro, entre nós não havia quase nada

E agora é só você que me faz cantar
E é só você que me faz cantar...

Havia mil motivos pra eu não estar naquele show
Mas o nosso destino foi escrito
Sob o som de uma banda qualquer
Eu me lembro, em setembro conheci minha mulher

E agora é só você que me faz cantar
E é só você que me faz cantar

Bom Dia-Los Hermanos
Composição: Marcelo Camelo

16/01/2008

Um conto sobre Vinícius de Moraes!



Um conto que escrevi baseado em uma história real de uma visita ao grande Vinícius.

Leia um trecho abaixo:

Visitando Vinícius
uma estória verídica

Julieta moça mirrada, porém vistosa, andava com suas pernas longas e finas pelo colégio, segurando seus livros no peito em plena década de 70 em um colégio grande no centro do Rio de Janeiro. Entrou na classe e as cortinas brancas e longas levantaram-se bailando pelo vento leve que desceu redondamente o tecido de algodão cru até o chão.

Para a próxima aula a professora de Literatura queria um projeto de entrevista, algo rebuscado e preciso para ser apresentado oralmente no palco dos horrores na frente da classe imensa de 45 alunos garotos espinhentos alegres e sacanas, garotas de saia, bronzeadas pela praia de Copacabana. Julieta, a moça do Rio, comentou com suas amigas sobre o desejo de conhecer Vinícius...


Sabia-se que Vinícius era um poeta galante com seus quase quarenta anos, voz caprichada, sossego no peito e anos de bossa nova. Encontrava-se sempre com o violão e um sorriso marrudo, amigos envoltos por mais uma criação musical.

Julieta e as amigas de classe concordaram em enfrentar a vergonha comum entre as garotas de 16 anos e agitaram seus sapatos escuros lustrados, bebendo goles de Coca-Cola in vitro. Caminharam até a presença do poeta, na praia de Ipanema.

A alguns metros do mar, se agitava uma onda de meio metro de altura forte como os desenhos da calçada em que caminhavam as garotas cariocas sem reparar ao fundo a beleza da cidade maravilhosa. Pudera então e chegaram até a presença do poeta.

Iniciou Julieta:

-Olá, com licença Seu Vinícius...

-Digam lá moças!

-A professora de Literatura pediu de lição um projeto de entrevista com uma personalidade e como a gente sempre te vê aqui pela praia, a gente quer saber se você poderia...

Vinícius deu uma gargalhada repetente, mas curta. Deixou transparecer seus dentes e deu um trago:

-Sabe moça não sei eu sou uma personalidade...mas se vocês quiserem eu recebo vocês na minha casa lá na Gávea...

-Que bom Vinícius!A gente te admira bastante...e seria um prazer poder entrevistá-lo...

Julieta e as outras moças cariocas, sorriram e marcaram um horário para a entrevista. Julieta anotou em seu caderno universitário de 10 matérias o endereço de Vinícius enquanto chegava bem perto a sentir o hálito fundo de cigarro de marca.

No dia marcado, as moças caminharam, e por fim apenas duas delas foram até a en-trevista. Preparam o gravador marrom de fita cassete e andaram pelas calçadas com ondas. Entraram no bairro e bateram na porta da casa marcada, às 9 da manhã.

Alguns segundos e Vinícius abriu a porta da casinha. A casa era antiga e fabulosa. Entraram por um longo quintal com trepadeiras no muro de concreto escuro.

Passaram por uma jovem senhora linda. Era uma morena sorridente que regava algumas plantas. Depois de anos ficaram sabendo que aquela era a terceira mulher de Vinícius, que o mesmo havia deixado por não ter encontrado nela poesia.

De fato, em parênteses. Vinícius foi um incompreendido. Não havia mulher que topasse sua poesia, não havia poesia que encontrasse paz em sua alma sem um beijo de mulher. Ele era sim, um incompreendido. Mas garanto que centenas de mulheres deixaram lágrimas anos depois quando o poeta se foi...

...Julieta soluçou e riram, Vinícius colocou a mão pela frente da testa e penteou os poucos cabelos escuros, quase grisalhos, acendeu um cigarro. Juntaram-se pelas cadeiras de varandas em borracha azul e Julieta ligou o gravador.

Cinco anos depois Julieta conseguiu ouvir a entrevista gravada na fita cassete chiada, sem derrubar lágrimas:

-Vinícius de Moraes, quando você iniciou suas composições poéticas?

Vinícius explicou o quanto havia rodado até se encontrar na música e nas letras.Contou como era sua vida no Rio, sobre as tardes em Itapuã, os parceiros de trabalho, sua relação com o mar, com as mulheres.

Julieta deu quatro voltas pelo quintal após ouvir a voz do poeta pelo gravador, sorrindo quando falou sobre Toquinho.

O vestido de mulher branco de algodão cru, que havia ganho do poeta, uma semana depois da entrevista, rodopiou em danças circulares assim como a cortina que o vento levantava no dia ensolarado na velha escola. A mesma escola das meninas de saia dos garotos espinhento. Lembrou da areia da praia, da calçada com ondas e do dia da visita.

E também recordou o romance que havia escondido de todos. Sim, Julieta percebeu o quanto era relutante a busca de Vinícius em torno da poesia e em torno das mulheres.

Julieta compreendeu sua poesia.

“No espelho em frente eu sou mais um freguês
Um homem que já foi feliz, talvez
E vejo que em seu rosto correm lágrimas de dor
Saudades, certamente, de algum grande amor”
(Trecho de A carta que não foi mandada, de Vinícius de Moraes.)

15/01/2008

Quanto lixo você produz? -Videocast 1-O Lixo

O primeiro video postado especialmente para o blog é o início para vários videos-posts.

O primeiro da série traz um assunto que deve ser tratado como princípio, o lixo.

Quanto lixo você produz?

É importante ter a consciência de que tudo que é produzido tem que ter um fim. As mudanças devem começar, por cada um.

Sim, a informação é hoje quase em sua totalidade livre, ou seja, você pode divulgar o que pensa. Aproveite!

11/01/2008

Autora de Razanique e o Livro de Magia estará na Nobel

Simone Michi autora de "Razanique e o Livro de Magia" pela editora Marco Zero estará presente na Livraria Nobel do Shopping em Piracicaba no próximo domingo dia 13 a partir das 15 horas. Confira no vídeo.

07/01/2008

Filmes de Kubrick em exibição no CCSP









O Centro Cultural São Paulo, em homenagem ao octogésimo aniversário do nascimento de um dos maiores gênios do cinema Stanley Kubrick, faz uma série de apresentações dos seus trabalhos, com entrada franca entre os dias 8 e 13 de Janeiro.


A mostra de cinema "Kubrick, 80 anos" traz todos os filmes 'clássicos' da filmografia, como também os filmes menos conhecidos e de início da sua carreira e alguns documentários relacionados ao diretor. Os filmes serão mostrados (mais ou menos) em ordem cronológica, sendo que os 'pops' têm, obviamente, maior destaque.

Os filmes a serem mostrados são:

-A morte passou perto (Killer's kiss), 1955

-O grande golpe (The Killing), 1956

-Glória feita de sangue (Paths of Glory), 1957

-Spartacus (Spartacus), 1960

-Lolita (Lolita), 1962

-Dr. Fantástico (Dr Strangelove, or: How I learned to stop worrying and love the bomb), 1964

-2001: Uma odisséia no espaço (2001: A Space Odissey), 1968

-Laranja Mecânica (A clockwork orange), 1971

-Barry Lyndon (Barry Lyndon), 1975

-O Iluminado (The Shining), 1980

- Nascido Para Matar (Full Metal Jacket), 1987

-De Olhos bem fechados (Eyes Wide Shut), 1999

-AI: Inteligência Artificial (AI: Artificial Intelligence), 2001. Roteiro iniciado por Kubrick, e

interrompido por sua morte. Finalização e direção de Spielberg.

-Stanley Kubrick, imagens de uma vida (Stanley Kubrick: A life in pictures), 2001. Documentário sobre a vida e a obra do diretor.

-Totalmente Kubrick (Colour me Kubrick), 2005. Durante as filmagens de "Eyes Wide Shut", um homem fingiu ser Kubrick, tomando parte em festas e afins em nome do diretor, baseado nesses acontecimentos.



A programação vai do dia 8 a 13 de janeiro. Confira abaixo a programação do primeiro dia:

Dia 8/1 - terça

16h
A morte passou por perto(Killer's Kiss, EUA, P&B,1955, 67min)
direção: Stanley Kubrick - elenco: Frank Silvera, Jamie Smith e Irene Kane.
Após salvar uma dançarina do ataque de seu patrão e amante, um lutador de boxe é ameaçado de morte por seu opositor.



18h
O grande golpe(The Killing, EUA, 1956, P&B, 85min)
direção: Stanley Kubrick - elenco: Sterling Hayden, Loleem Gray, Vince Edward e Elistra Cook Jr.
Após cumprir uma pena de cinco anos, um ladrão elabora um plano perfeito para assaltar um hipódromo, que pode deixar ele e seus companheiros ricos.



20h
Glória feita de sangue(Paths of Glory, EUA, 1957, P&B, 87min)
direção: Stanley Kubrick - elenco: Kirk Douglas, Ralph Meeker, Adolphe Menjou e George Macready.
Durante a Primeira Guerra Mundial, general francês ordena um ataque impraticável aos inimigos. Para justificar o fracasso de sua estratégia militar, ele ordena a execução de três soldados por covardia. O superior dos soldados não concorda e tenta desesperadamente suspender a decisão. Baseado no romance de Humphrey Cobb.
mais...


fonte.

03/01/2008

Vaca Gentileza!


É chegou a minha vez de estar ao lado de um exemplar da idéia mais genial em termos de disponibilizar a arte como "a mais pública possível" a Cow Parade.
E pude estar ao lado da VACA GENTILEZA aí, inspirada na obra do Profeta Gentileza.
A vaca estava situada em frente a um hotel de luxo próximo a praia do Leblon na querida Cidade Maravilhosa. É pude ter certeza que minha admiração é tamanha disso que é a Arte de Rua! E a belezura acima é apenas uma das vária VACAAAAS altamente decoradas espalhados pela Cidade Maravilhos elas fazem parte da Cow Parade.



CowParade: é uma exposição de arte pública internacional que foi apresentada nas principais cidades em todo o mundo. As esculturas das vacas são em fibra de vidro, decoradas por artistas locais e distribuídas pelas cidades, em lugares públicos como estações de metro, avenidas importantes, e parques. Depois da exposição, as vacas são leiloadas e o dinheiro é entrege a instituições de caridade.
Existem vários modelos de esculturas, mas os 3 modelos mais comuns da vaca foram criadas por Pascal Knapp, um escultor suíço que foi encomendado para criar as vacas especificamente da série de eventos CowParade.
fonte:Wikipedia

Veja nota no site da Cow Parade



As "Cowriocas" estão chegando.Elas já foram vistas em Nova York, Londres, Tóquio, Paris, São Paulo e muitas outras cidades do mundo. Em 2007 as coloridas vaquinhas da CowParade invadem a cidade maravilhosa.
O maior evento de rua já feito no Brasil está selecionando artistas cariocas interessados em colocar todo seu talento e criatividade, literalmente, no lombo de uma vaca. Você pode ser um deles e transformar esculturas de vacas de fibra de vidro em obras de arte que serão expostas pela cidade.


A vaca da foto é baseado na obra do Profeta Gentileza

Título:"Gentileza"
Localização:Av. Epitácio Pessoa, s/nº - Lagoa Rodrigo de Freitas
Artista:Marcelo Ghizi
Patrocinador:Porto Seguro


O "Profeta Gentileza" tem uma história muito louca e altmamente interessante.

José Datrino, chamado Profeta Gentileza, (Cafelândia, São Paulo, 11 de abril de 1917 — Mirandópolis, São Paulo, 29 de maio de 1996) tornou-se conhecido a partir de 1980 por fazer inscrições peculiares sob um viaduto no Rio de Janeiro, onde andava com uma túnica branca e longa barba.



A partir de 1980, escolheu 56 pilastras do Viaduto do Caju, que vai do Cemitério do Caju até a Rodoviária Novo Rio, numa extensão de aproximadamente 1,5km. Ele encheu as pilastras do viaduto com inscrições em verde-amarelo propondo sua crítica do mundo e sua alternativa ao mal-estar da civilização. Durante a Eco-92, o Profeta Gentileza colocava-se estrategicamente no lugar por onde passavam os representantes dos povos e incitava-os a viverem a gentileza e a aplicarem gentileza em toda a Terra.

fonte:Wikipedia

Citação:“Gentileza gera gentileza”.

28/12/2007

Crônicas:

A tecnologia pode nos levar ao fim

Nos dias de hoje existem professores de filosofia, mas não filósofos. H. D. Thoreau
Em 1852, Henry D. Thoreau, após formação em Harvard, abandonou sua vida na cidade. O estadunidense resolveu largar tudo e ir ao encontro do campo.

Aproveitou sua experiência com a fábrica de lápis de seu falecido pai e construiu com suas próprias mãos uma casa na floresta. Por lá morou uns meses. Encontrou sossego e vi-sitou a solidão. Alguns pensa-dores já diziam que só a solidão dá espaço para a produção intelectual. E foi o que aconteceu com Thoreau. Após sua volta para a cidade de Concord, na Carolina do Norte, escreveu A Desobediência Civil. Um livro que alfinetou a sociedade daquela cidade e modificou o pensamento político das próximas gerações, influenciando e sendo colocado em prática por Gandhi. Logo após, Thoreau também escreveu Walden -Sobre a vida no campo.

Assim como Thoreau, Sidarta Gautama, o Buda, precisou abandonar sua vida material para entrar em contato com seu interno, visitar suas origens e conhecer mais a fundo sua terra. No caso de Gautama sua intenção maior era o conhecimento interior, mas o que o relaciona a Thoreau era que os dois sentiram um momento de partir em busca de algo.

Hoje homens perdem seu tempo, criando artimanhas e artefatos para diminuir o tempo ou para prolongá-lo. Deixam pra lá a busca interna e criam uma realidade exterior baseada no material e no espetáculo dos meios de comunicação que definem o que é bom ou ruim pra você. Não quero ser fanático sem antes me incluir nisso, o que quero dizer é que de fato não estamos dispostos ao “conhece-te a si mesmo”, seja pelo conhecimento interior, a espiritualidade, ou pela busca de nossos princípios através da natureza. Busque! Nunca deixe de buscar, pensando firmemente no que te oferece a tv, o jornal e o Estado.

Será que é necessário distanciarmos a consciência de nossa História, destruir o planeta crendo que com a ajuda tecnológica será possível recriar o mundo? Estamos caminhando para a involução, deixando de lado to-da a sensibilidade com o mundo e com as pessoas. Caminhando para o fim, a ponto de banalizarmos o amor deixando de lado sua essência e significado.

O mito Matrix me parece vir à tona. Criamos máquinas que nos individualizam. Já não se pensa coletivamente e muito menos se vive o coletivo.

Viva com o menos, para viver mais.

Vou visitar o campo e levantar a bandeira que apenas com a volta às origens, o amor à terra, o contato com ela, nós podemos viver em abundância e SER mais. No lugar de ter muito e se acabar. Tenha menos e seja mais.

Pense mais, ame e diga não! Só mudando o interior para mudar o exterior.

Giovanni Lucas



Blogs e a Literatura Contemporânea
na Era Virtual

Na crescente onda virtual das criações artísticas está a literatura que vem dando saltos com as possibilidades de demanda de novos e jovens autores.
Se há alguns anos era impossível um escritor amador ter oportunidade de expor seus originais e escritos e o leitor conhecer outros autores, agora com os meios tecnológicos via rede ligando o telefone ao microcomputador tais coisas são possíveis. Bem-vindos à interação virtual, ou como queiram, aí está a Internet. A Internet pode ser vista como a linguagem construída na qual possibilita à comunicação ter dimensões globais.

Em pleno século XXI em um mundo em que é possível promover simulações e que na abundância de novidades tudo se eleva ao espetáculo, temos a máquina, a tecnologia em nossas mãos como mediação ou instrumento para produzir a arte.

Nossa identidade está impressa e gravada em páginas que circulam e tomam forma, nossas mãos se alinham e podemos compartilhar toda produção cultural, temos instrumentos para transpor todo trabalho intelectual para o meio virtual, texto e imagem se misturam e a arte evolui em seus limites.

Adorno e grande parte da Escola de Frankfurt se remexem em seus caixões, por condenarem todo o poderio que os meios de comunicações tomariam. Hoje o reflexo de tais previsões é que estamos num mundo sem limites no qual podemos bordar o céu ou o inferno na Terra. Em outras palavras a Internet quebrou as distâncias, já não é preciso sair de casa, mas em segundos transmitir uma mensagem para milhões de lares. Em contraponto em segundos um milhão de dedos e produções invadem nossos lares, vindos de mentes sãs ou não. Porém este não é o momento para julgar os rumos das comunicações e nem serão necessárias profecias apocalípticas.

Mas o que de fato pode se analisar é que hoje a literatura através da rede tornou mais felizes e mais possíveis as produções literárias. A arte pós-moderna, produto do misto de gêneros, realiza-se na literatura, no sentido de o novo ser possível em curto prazo. Esta é a era da velocidade, das poucas palavras, dos fait-divers, das imagens em quadros rápidos, do prazer sempre, rápido e em abundância. Seja isto bom ou ruim, é o que filtra e seleciona o que vai aplacar ou não a literatura em sua estante virtual.

Não é de hoje que o número de blogueiros cresce, os blogs já se elevaram à não apenas diários virtuais mas verdadeiros suplementos literários e quando fazem sucesso e são bem aceitos podem ser lançados ao mercado editorial, se tornam livros em sua forma física (papel) ou em sua forma virtual. Este caminho está revelando e servindo como ponte para estes novos autores.

Jovens como Daniel Pelizzari, André Cardoso Czarnobai, Daniel Galera, Joca Reiners Terron, são âncoras do movimento que faz uso da Internet para acelerar a circulação de suas produções. Cardoso, por exemplo, começou um blog coletivo com Galera e Pelizzari, logo ambos montaram a editora Livros do Mal, hoje Galera tem dois livros lançados pela editora Companhia da Letras, o último “Mãos de Cavalo” e o anterior “Até o dia em que o Cão morreu” foi agora adaptado para o cine por Beto Brant com o nome de “Cão sem Dono”.

Outros leitores se elevaram na demanda pelo uso da Internet, estes são exemplos de como a arte usou do artifício da tecnologia para se sobressair e tomar novos rumos. Tais tecnologias também serviram de suporte para a possibilidade de propor a independência dos meios, na medida em que facilitou a distribuição de vídeos, imagens e texto. O crescente levante do site You Tube é o maior exemplo do fenômeno, o problema da má distribuição do audiovisual se resolveu com a possibilidade de postar um vídeo na rede.

Nossa identidade e construção cultural está impressa e corre nas páginas da Internet, o exemplo da grandeza de tal é o Orkut, o site de relacionamentos que transmite a identificação pessoal e possibilita a observação da identidade alheia. No caminhar da grande produção virtual/cultural movida a alta velocidade também está o excesso de lixo e de produções de má qualidade, diríamos como já expressado em síntese que o ruim aos olhos seria aquilo que destoa de sua essência.

A arte em si no seu sentido de pós-moderna é como híbrida, ou seja, acompanhada de vários elementos, o mesmo aliado à Internet leva à tona a capacidade de trazer ao homem sensações novas e ilimitadas.

No caso de Daniel Galera é interessante observar que a semente intelectual brotada do uso da Internet o tornou um célebre escritor revelado pela renomada editora Companhia das Letras, e o antes blog tornou-se site, transformou-se em livro e logo o mesmo se transformou em audiovisual, o filme “Cão sem Dono”, e agora o filme tem seu site.

A Internet nos dá alinhamento para caminhos antes quase impossíveis. É a rede usada como instrumento para a arte e vindo a calhar para causar novas sensações para o homem.

Giovanni Lucas

22/10/2007

Curta Metragem:

.Abajur Vermelho.

Trailer:


Mais informações em:
Vertov Produções

Fanzine:

FANZINE PÃO & CIRCO NA FEIRA DO LIVRO:
(clique na imagem para ampliar)
O fanzine Pão & Circo marcou presença na Feira Municipal do Livro,
com o lançamento do zine número 3.
Está disposto na Feira um cartaz que conta um pouco da curta história
do fanzine, explica o que é afinal um fanzine e conta aonde foi publicado
o primeiro fanzine do Brasil, em Piracicaba o "Ficção".
(clique na imagem para ampliar)
O fanzine número 3 teve tiragem inédita de 500 exemplares,
com o apoio cultural da Livraria Nobel Shopping. Desta vez
com 4 cronistas e um cronista pseudo-misterioso-Nelson Flag.




A exposição com o cartaz e os fanzines, ficará até domingo na Feira Municipal do Livro
das 9 as 21 horas.
Compareça!




(Clique na imagem para ampliar)

08/10/2007

Curta-Metragem:

2° Curta-Trabalho Experimental:



TÍTULO: Viola - O Filme
PRODUÇÃO: Bonanza Filmes
Curta-metragem de 10 minutos, Gravado em Digital.

SINOPSE:
Lúcio, Flávio e Júlia, são três estudantes de jornalismo unidos por um amor incondicional que os fazem valer pela amizade e algo mais. Com o objetivo de conhecer e relatar um local diferente do lugar onde vivem os três vão até uma pequena cidade no interior paulista e passam por experiências novas que vão abrir as portas para que possam crescer e conhecer as diferenças, dificuldades e novidades da juventude.
Num misto de rock´n roll, solos de viola e sons ambientais, Bonanza Filmes convida você para uma nova viagem, de som e imagem.

FICHA TÉCNICA:
DIREÇÃO: LAURA CUNHA E GIOVANNI LUCAS
ROTEIRO: GIOVANNI LUCAS
PRODUÇÃO EXECUTIVA: MARY HELLEN DIAS E GIOVANNI LUCAS
DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: MARIA JÚLIA CABEÇA E MARCELO PRADO
DIREÇÃO DE ARTE: MARIA JÚLIA CABEÇA, MARY HELLEN RODRIGUES E MARCELO PRADO
CÂMERA: FELIPE SANTUCCI, MARCELO PRADO E RICARDO HENRIQUE
DIREÇÃO DE CÂMERA: LAURA CUNHA
PRODUTOR DE ÁUDIO: GIOVANNI LUCAS E RICARDO HENRIQUE
DESIGN SONORO: GIOVANNI LUCAS
CASTING: GIOVANNI LUCAS E MARY HELLEN RODRIGUES
EDIÇÃO: GIOVANNI LUCAS
FIGURINO: MARY HELLEN RODRIGUES
DIREÇÃO DE ATORES: LAURA CUNHA E MARY HELLEN RODRIGUES


1° Curta - Trabalho Experimental
.Abajur Vermelho.


Trailer:

Contos:

Chá de Abu
Giovanni Lucas

Sobre o dia em que acordei com uma perna a mais, nem acreditei que era algo como nos contos de Gogol ou Kafka. Mas eu não era tão literato para merecer isso. Eu era só mais um proletário como vários do século XXI.

O pior foi que não levantei da cama por uma hora, esperei que Danuza a mulher que eu dormia aos fins-de-semana me acordasse com um telefonema. Mas o telefone não tocou e eu nem tentei ligar para minha mãe.

Enrolei-me nos lençóis e quase caí da cama, logo percebi que possuía uma perna nova, do tamanho das outras. E os dedos desta perna começavam com o dedão do lado direito. Como eu era canhoto o problema pareceu mais simples.

Naquele dia não fui trabalhar, não conseguiria vestir minhas calças. Pus um short velho que por coincidência já possuía um furo ao meio. Saí apenas para pegar o jornal, quando me deparei com a vizinha sueca que morava ao lado. Ela era galante sensual, às vezes cheirava a cigarros importados e todos diziam que ela era uma estudante endinheirada que fugiu da Suécia para sustentar seus vícios longe dos pais.

Convidei-a para entrar . Ela entrou. Por sinal estava descabelada e sensual, de tamanha loucura nem percebeu minha estranha terceira perna. Ofereci uma bebida, tinha em casa uma velha garrafa de gim ou rum, e tinha um gosto fabuloso. Após três copos nos beijamos e depois de algumas carícias revelei a sueca que havia acordado com uma horrenda terceira perna.

Ela me deu a dica: Que tal cortá-la? Eu resmunguei em soluços: Claro! A tesuda sueca correu quase nua até seu apartamento, já eram quase 18 horas. A garota voltou com um vidro enorme de formol e me pediu um balde. Virou todo o líquido transparente que continha no vidro com cheiro forte no balde, grande e verde.

A garota ferveu água para um chá de Abu, dizia que era uma erva estranha para amenizar a dor.

Meus dedos cintilantes de tanto suor estralavam e por um momento de excitação quis procurar meu órgão genital: Cadê!? Com o aparecimento da terceira perna ele devia ter sumido... pensei. Justo ele meu pênis que me deu tanta alegria e virtude. Eu era apenas um cara em brasa , não sabendo de onde vinha tanto calor.

Bebi o chá e comi a sueca de raiva, nem sei como. Neste instante ela pegou a brilhante faca de sushi e cortou o dedo mindinho da terceira perna, jogando-o dentro do balde. Chorei de dor e o chá de Abu queimou minha angústia.

Cortei então meu dedo anelar deste meu pé da perna do meio. Não entendia por que ela gritava tanto, se era eu quem sentia a dor.

O balde verde ficou ainda mais vermelho com meu segundo dedo. Ela então cortou o dedo do meio com um ligeiro golpe que deixou o dedo ao lado pela metade. E por fim puxou este, deixando apenas meu dedão no meu pé inchado.

Pude ver a luz da Lua entrar no meu apartamento e a porta estava fechada. Para contrariar a dama disse que o último dedo ficaria para mim. Para que eu pudesse cortá-lo e em seguida decepar enfim minha terceira e assustadora perna.

Fiz o serviço, bebi mais um copo de chá ou de rum ou de gim. Meu estômago esquentou e deitei me entregando ao desmaio e à dor.

Acreditei meio desacordado que havia me livrado da terceira perna horrenda. E não sei por que a garota sueca se foi.

Minha cabeça doía quando acordei na manhã seguinte. Meio tonto me esforcei para caminhar até a sacada e desfaleci quando me deparei com algo.

Havia um bilhete com letra feminina. O bilhete estava ao lado do balde verde com uma perna, um sapato de mulher, sangue e a faca de sushi. Ao lado um copo com um resto de chá de Abu. No bilhete dizia:

“Nunca me traia com uma vizinha sueca!”

Foi a letra de minha amada e o gosto de chá de Abu em minha boca que me fizeram procurar um psiquiatra.



Visitando Vinícius
uma estória verídica
Giovanni Lucas

Julieta moça mirrada, porém vistosa, andava com suas pernas longas e finas pelo colégio, segurando seus livros no peito em plena década de 70 em um colégio grande no centro do Rio de Janeiro. Entrou na classe e as cortinas brancas e longas levantaram-se bailando pelo vento leve que desceu redon-damente o tecido de algodão cru até o chão.

Para a próxima aula a professora de Literatura queria um projeto de entrevista, algo rebuscado e preciso para ser apresentado oralmente no palco dos horrores na frente da classe imensa de 45 alunos garotos espinhentos alegres e sacanas, garotas de saia, bronzeadas pela praia de Copacabana. Julieta, a moça do Rio, comentou com suas amigas sobre o desejo de conhecer Vinícius.

Sabia-se que Vinícius era um poeta galante com seus quase quarenta anos, voz caprichada, sossego no peito e anos de bossa nova. Encontrava-se sempre com o violão e um sorriso marrudo, amigos envoltos por mais uma criação musical.

Julieta e as amigas de classe concordaram em enfrentar a vergonha comum entre as garotas de 16 anos e agitaram seus sapatos escuros lustrados, bebendo goles de Coca-Cola in vitro. Caminharam até a presença do poeta, na praia de Ipanema.

A alguns metros do mar, se agitava uma onda de meio metro de altura forte como os desenhos da calçada em que caminhavam as garotas cariocas sem reparar ao fundo a beleza da cidade maravilhosa. Pudera então e chegaram até a presença do poeta.

Iniciou Julieta:

-Olá, com licença Seu Vinícius...

-Digam lá moças!

-A professora de Literatura pediu de lição um projeto de entrevista com uma personalidade e como a gente sempre te vê aqui pela praia, a gente quer saber se você poderia...

Vinícius deu uma gargalhada repetente, mas curta. Deixou transparecer seus dentes e deu um trago:

-Sabe moça não sei eu sou uma personalidade...mas se vocês quiserem eu recebo vocês na minha casa lá na Gávea...

-Que bom Vinícius!A gente te admira bastante...e seria um prazer poder entrevistá-lo...

Julieta e as outras moças cariocas, sorriram e marcaram um horário para a entrevista. Julieta anotou em seu caderno universitário de 10 matérias o endereço de Vinícius enquanto chegava bem perto a sentir o hálito fundo de cigarro de marca.

No dia marcado, as moças caminharam, e por fim apenas duas delas foram até a en-trevista. Preparam o gravador marrom de fita cassete e andaram pelas calçadas com ondas. Entraram no bairro e bateram na porta da casa marcada, às 9 da manhã.

Alguns segundos e Vinícius abriu a porta da casinha. A casa era antiga e fabulosa. Entraram por um longo quintal com trepadeiras no muro de concreto escuro.

Passaram por uma jovem senhora linda. Era uma morena sorridente que regava algumas plantas. Depois de anos ficaram sabendo que aquela era a terceira mulher de Vinícius, que o mesmo havia deixado por não ter encontrado nela poesia.

De fato, em parênteses. Vinícius foi um incompreendido. Não havia mulher que topasse sua poesia, não havia poesia que encontrasse paz em sua alma sem um beijo de mulher. Ele era sim, um incompreendido. Mas garanto que centenas de mulheres deixaram lágrimas anos depois quando o poeta se foi...

...Julieta soluçou e riram, Vinícius colocou a mão pela frente da testa e penteou os poucos cabelos escuros, quase grisalhos, acendeu um cigarro. Juntaram-se pelas cadeiras de varandas em borracha azul e Julieta ligou o gravador.

Cinco anos depois Julieta conseguiu ouvir a entrevista gravada na fita cassete chiada, sem derrubar lágrimas:

-Vinícius de Moraes, quando você iniciou suas composições poéticas?

Vinícius explicou o quanto havia rodado até se encontrar na música e nas letras.Contou como era sua vida no Rio, sobre as tardes em Itapuã, os parceiros de trabalho, sua relação com o mar, com as mulheres.

Julieta deu quatro voltas pelo quintal após ouvir a voz do poeta pelo gravador, sorrindo quando falou sobre Toquinho.

O vestido de mulher branco de algodão cru, que havia ganho do poeta, uma semana depois da entrevista, rodopiou em danças circulares assim como a cortina que o vento levantava no dia ensolarado na velha escola. A mesma escola das meninas de saia dos garotos espinhento. Lembrou da areia da praia, da calçada com ondas e do dia da visita.

E também recordou o romance que havia escondido de todos. Sim, Julieta percebeu o quanto era relutante a busca de Vinícius em torno da poesia e em torno das mulheres.

Julieta compreendeu sua poesia.

“No espelho em frente eu sou mais um freguês

Um homem que já foi feliz, talvez

E vejo que em seu rosto correm lágrimas de dor

Saudades, certamente, de algum grande amor”

(Trecho de A carta que não foi mandada, de Vinícius de Moraes.)

Eventos:

Eventos realizados pela Sala Amarela
com curadoria de Giovanni Lucas









1a. MOSCUT-Mostra de Curtas Universitários.

com exibições curtas inéditos e curtas consagrados dos alunos da UNIMEP.

Dia 14 de Dezembro a partir das 19 horas na Sala Amarela, 2° Piso da Livraria NObel Shopping!

Entrada Franca.

Compareçam!


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Para Outubro, Amantes da Leitura, oficinas feitas por quem e para quem está interessado nos vários movimentos da Literatura, mundial, nacional e Regional.





Programação para o mês de Setembro, que reuniu várias vertentes da Psicologia, com oficinas abertas ao público.




Sala Amarela:



Sala Amarela é o espaço cultural da Livraria Nobel Shopping, que fica localizada no segundo piso da Livraria Nobel Shopping, em Piracicaba.


A Sala Amarela também dispões de um saldo de livros, com mais de 200 títulos a preços promocionais.


O espaço nasceu no início de 2007 com o intuito de oferecer a todos, mais cultura, mais leitura e mais diversão.


Entre no blog da Sala para obter mais informações:

Contato:


Giovanni Lucas



Envie seu e-mail para:cinemaletra@gmail.com

ou ligue para 55-19-3403.2727

Piracicaba-SP

...afinal quem é cinemaletra?


?
no!



?
no!



?
no!



Cinemaletra é Giovanni Lucas, este que vos fala.


?
si!

Nascido em Ribeirão Preto-SP no ano de 1984, hoje se diz um roteirista, supertramp, videologuer, criador em transição, formado em Rádio e Tv, por tempos curador de Espaço Cultural e livreiro.

Presente para filmar as letras que ainda não sonhei e escrever os filmes que eu ainda não vi!







13/02/2007

Vídeos Amadores:

Trailer:Abajur Vermelho


Vídeos-amadores, que produzi no início de 2007, um deles o Inconvencional foi trabalho final para Aula de Fotografia.


Poesia de Vista e Revista


O que sinto


Inconvencional